terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Sport na Série A 2007 (parte 2)

O foco do segundo bloco será a campanha do Sport na Série A 2007, abordando basicamente 3 aspectos, que seguem o mesmo modelo de apresentação exposto aos clubes pernambucanos dentro do Campeonato Brasileiro, nas Séries A, B e C. No primeiro momento, será mencionada a campanha e números gerais obtidos pela equipe rubro-negra, tais como o deslocamento na tábua de classificação e os resultados como mandante e visitante. Posteriormente, serão destacadas as seqüências que marcaram os leoninos durante a competição, apontando para os jejuns e marcas vitoriosas. A segunda parte é concluída com uma breve abordagem na questão disciplinar.
Campanha
A expectativa sobre a campanha do Sport, retornando ao cenário principal da competição nacional, onde esteve afastado desde 2001, certamente era grande. Entre céticos e otimistas, não faltou quem apontasse duramente o rebaixamente e os que vibraram a cada possibilidade de aproximação da zona de classifcação para a Libertadores. Próximo ao encerramento do campeonato, já era nítida a possibilidade do clube assegurar uma das 8 vagas para a Copa Sul-Americana, fato que surpreendentemente não ocorreu. Nas flutuações que apresentou ao longo do campeonato, esteve 1 vez na área classificatória para Libertadores (1ª rodada, após vitória sobre o Santos, 4x1), mas foi na faixa da Copa Sul-Americana que o clube terminou na maior parte, 18. Nas 7 últimas rodadas, a equipe acabou congelando na "Zona do Limbo", segundo bloco de posições que mais aderiu, com 16 vezes presente. O rebaixamento assombrou o Leão em 3 rodadas, na fase mais crítica do clube na competição, que resultou na contratação de Geninho. Em 38 jogos, a equipe obteve 14 vitórias, 9 empates e 15 derrotas, com aproveitamento de 44,74%. Tão forte quanto mandante, tão fraco quanto visitante. Jogando em casa, teve o 4º melhor desempenho, com 38 pontos e aproveitamento de 66,7%. Teve o segundo melhor ataque como mandante, com 40 gols anotados, mas sua defesa não teve um grande desempenho, sofrendo 23 gols. Quando atuou em campos adversários, teve o 4º pior desempenho. Marcou apenas 13 pontos, com aproveitamento de 22,8%. Só obteve 3 vitórias, marca que só foi superior a do América. Teve também o 3º pior ataque (14 gols) e a 12º defesa (32). No turno, ajustando os resultados do Flamengo, terminou com a 11ª posição, com 27 pontos ganhos e 47,37% de aproveitamento. No returno, marcou 3 pontos a menos, tendo queda de desempenho para 42,11%. Com isso, fez a 14ª campanha.
Sequências
O Sport viveu seu maior drama no início da competição, quando na 7ª rodada alcançou a marca de 6 jogos sem vitória. Para comemoração da torcida leonina, essa incômoda situação foi revertida no jogo diante do seu arqui-rival Náutico, com direito a goleada na Ilha do Retiro. Nos 22 jogos seguintes, o Sport alternou pequenas séries de até 3 jogos sem vencer ou perder, que deram ao time uma estabilidade positiva na tabela. Após uma nova goleada na Ilha, diante do Goiás, viveu outro jejum que ligou o alerta no clube, completando 5 partidas sem vitória. Em seguida, o time reagiu, somou pontos consecutivamente em 4 jogos (diante de Internacional, Palmeiras, Atlético-PR e Cruzeiro, melhor marca do time na temporada) e afastou qualquer perigo de rebaixamento, com 1 rodada de antecedência. Em sua partida final, acabou desperdiçando uma oportunidade de "ouro" de cravar seu nome na lista dos 8 participantes brasileiros na Copa Sul-Americana. Perdeu para o Juventude, em Caxias, 2x1. Jogando na Ilha, chegou a manter invencibilidade nas 7 partidas iniciais, até ser surpreendido pelo Internacional. A força de sua torcida fez com que o Leão não passasse mais de 2 jogos sem uma vitória. Fora de casa, obteve sua primeira vitória na 6ª partida disputada, após 5 derrotas consecutivas no início da temporada. Com fracas apresentações, retornou a outras duas séries de 5 jogos ainda na competição.
O Sport e os cartões...
O Sport foi um clube que recebeu poucos amarelos, mas proporcionalmente muitos vermelhos. Ao total foram 95 amarelos (9º mais disciplinado) e 11 vermelhos, sendo um dos 3 times que mais sofreu com a expulsão durante todo o campeonato. No primeiro turno, foram 7 vermelhos e 42 amarelos. Já aparecia com caracterísitcas similares ao que se deu como resultado final, pois tinha um discreto número de advertências e elevada quantidade de expulsões. No segundo turno, 4 expulsões e 53 advertências

O Sport na Série A 2007 (parte 1)

Dando prosseguimento a série de levantamentos exclusivos realizados pelo Blog dos Números, apresentamos aos nossos internautas os números do Sport Club do Recife, integrante da Série A do Campeonato Brasileiro. A metodologia de apresentação será a mesma adotada no trabalho que teve como foco o Santa Cruz, dividindo o estudo em 3 grandes blocos, conforme abaixo: Parte 1 - Renda e Público; Parte 2 - Campanha e estatísticas do time Parte 3 - Estatísitcas de jogadores e técnicos
O Público...
Quando falamos em público, inevitavelmente voltaremos a confrontar os números apresentados na página oficial da CBF (http://www.cbfnews.com.br/) e a análise realizada, súmula por súmula pelo Blog dos Números, justificando as diferenças existentes. Mais uma vez, o problema reside quando contabilizamos o público do programa "Todos com a Nota" (TCN). A torcida rubro-negra desfrutou do benefício aplicado pelo Governo, em 18 das 19 partidas do clube, realizadas na Ilha do Retiro. Na contagem da CBF, ocorreu confusão entre público presente e venda dos ingressos TCN, onde a entidade máxima do futebol nacional adotou na maioria das vezes (mas não em todas) a cota absoluta dos 15.000 ingressos "comprados" pelo Governo Estadual. Esse método é o correto (computar a quantidade total), uma vez que, de fato, foram comprados todos os ingressos (ao preço de R$ 9,00) pela iniciativa pública. Uniformizando esse número e mutiplicando 15.000 x 18 (no jogo de estréia contra o Santos, ainda não vigorava a adesão ao programa), temos 270.000 ingressos via TCN. Nos borderôs do Sport, diferente do que ocorreu com o Santa Cruz, a riqueza obtida com aprensentação heterogênea dos tipos de bilhetes disponibilizados a cada partida, permitiu um trabalho mais detalhado sobre o perfil de seus consumidores. Foram adquiridos 105.178 ingressos de sócio, representando 20,70% do total. Entre os 71.752 ingressos de arquibancada (14,12%), tivemos 34.083 adquiridos ao preço "cheio" e outros 37.669 com desconto de 50%. Os estudantes obtiveram 37.366 ingressos o que representou 7,38% do que foi vendido. Entre autoridades, imprensa e demais que formaram o público não-pagante, foram registrados 23.753 presentes, com participação de 4,68%. Com as considerações acima, o público corrigido do Leão na Série A 2007 ficou estabelecido em 508.049, ultrapassando assim a propagada marca dos 500.000 O maior público registrado foi de 36.348 torcedores na partida diante do São Paulo, no dia 28/10. Em outras 3 oportunidades (Flamengo, Corinthians e Cruzeiro), o público total (dentro dos parâmetros já abordados) foi superior a 30.000. Foram registrados 23.273 pagantes no jogo de estréia diante do Santos. Mesmo com o TCN, em outras 7 oportunidades tivemos mais de 10.000 pagantes (clique no quadro abaixo para ampliar). Na partida contra o São Paulo, por exemplo, foram 20.240 torcedores que pagaram ingresso na partida, em uma das vezes em que essa parcela do público superou a cota do TCN.
A Renda...
O TCN proporcionou ao Sport uma receita de R$ 2.430.000. Esse valor representou 45,61% do total arrecadado pelo Leão, onde outros R$ 2.938.046 foram oriundos da venda direta de ingressos. Sozinhos, os sócios geraram de R$ 1.249.790 que representou 23,3% de toda arrecadação com bilhetes obtida na competição. Os ingressos de arquibancada geraram R$ 1.245.808. Os estudades agregaram R$ 442.448 aos cofres do clube. No total, uma receita de R$ 5.368.046, a maior entre os pernambucanos que disputaram o Campeonato Brasileiro.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

O Santa Cruz na Série B 2007 (parte 3)

Na última série de levantamentos sobre o Santa Cruz, vamos abordar os números que acompanharam os atletas e treinadores na temporada. Vamos destacar os que mais atuaram, que mais fizeram gol, mais vezes titulares, entre outros números que estivemos obervando durante os 38 jogos da equipe na Série B. Ao final do levantamento estaremos apresentando um breve resumo sobre a campanha de cada treinador que esteve no comando do time, destacando seus melhores e piores momentos.
A lista dos participantes....
O Santa Cruz relacionou 48 atletas durante o competição (jogadores que tiveram seus nomes lançados na súmula). Desses, apenas Bruno e Sidraílson não tiveram a oportunidade de atuar. Elvis, Ivson, Oliveira e Wendell estiveram presentes em uma partida e Allan Reuber em 2. Carlinhos Paraíba foi o atleta que mais atuou, com 33 partidas, seguido de Gottardi (29), Romeu (29), Nildo (27) e Hugo (24). Também atuaram em mais de 20 partidas Carlinhos Paulista (23), Russo (22), Kuki(21) e Piauí (20). Em termos de titularidade, foram escalados 40 atletas para formar o "onze" tricolor. Carlinhos Paraíba e Gottardi estiveram 29 vezes nesta lista, seguidos por Romeu (26), Nildo (25) e Kuki (21). Tivemos 6 jogadores "intocáveis", ou quase isso. São atletas que só foram relacionados para atuar como titulares, não constando nenhuma vez no banco de reservas: Kuki (21 partidas), Marcelo Ramos (16), Alan (12), Amaral Paulista (12), Marquinhos Catarina (12) e Wendell (na sua única partida). Conseqüentemente, 6 atletas que atuaram não vestiram a camisa titular nenhuma vez: Elvis (6 vezes relacionado), Jairo (5), Márcio Tarrafa (5), Allan Reuber (3), Oliveira (1) e Ivson (1).
As substituições....
O "Mais Querido" utilizou 105 substituições, das 114 possíveis. Na relação dos que mais sairam, aparecem Kuki (10 vezes substituído), Amaral Pernambucano, Fábio Saci e Marco Antonio (todos com 7 substituições), entre 33 atletas que cederam seu lugar. Do outro lado, tivemos 35 nomes lançados durante a competição. Johnson e Thiago Almeida foram acionados 9 vezes, enquanto Creedence, Genalvo, Jairo, Márcio Tarrafa, Marco Antonio e Russo assinaram a súmula com a bola rolando por 5 vezes.
Os vitoriosos.... Nas 10 vitórias conquistadas pelo Santa Cruz, Carlinhos Paraíba e Hugo estiveram presentes em 9. Também aparecem na lista dos maiores vencedores os nomes de Carlinhos Paulista, Gottardi, Nildo, Piauí e Romeu, todos com 7. Adauto teve o melhor percentual de vitórias, com 3 triunfos nas 4 partidas em que atuou (75%).
Os que mais perderam....
Gottardi e Carlinhos Paraíba (obviamente pelo número de participações), acompanharam 12 derrotas. Com 10 resultados adversos, aparecem Carlinhos Paulista, Nildo e Romeu. Entre os jogadores com pé-frio (?), Allan Reuber (2 vezes), Elvis, Oliveira e Wendell (1 jogo, 1 derrota).
Os artilheiros...
Marcelo Ramos, mesmo atuando apenas 16 vezes, acabou como o artilheiro Tricolor da Série B, com 10 gols (0,62 por partida). Mesmo número de Nildo, com 27 partidas (0,37) Outros 10 atletas do time também assinaram seu nome, tendo Kuki marcado 6 gols, além de Miro Bahia, Marquinhos e Marco Antônio (todos com 3), Johnson, Carlinhos Paulista, Carlinhos PB, Jairo e Piauí (todos com 2) . Max anotou apenas 1 gol.
Os mais advertidos...
Carlinhos Paraíba também lidera essa estatística, com 10 advertências líquidas. Nildo aparece com 8 e Alan, Carlinhos Paulista, Josemar e Marcelo Garcia, todos receberam 7, entre os 132 amarelos recebidos pela equipe. Ao todo, 35 atletas receberam pelo menos 1 cartão. Os Corais ainda tiveram 6 atletas expulsos: Romeu (2 vezes), Carlinhos Paulista, Hugo, Jorge Guerra, Nildo e Oliveira.
Os treinadores
Durante a Série B, oficialmente (baseado nas súmulas) o Santa Cruz teve 4 comandantes: Mauro Fernandes, 24 jogos O treinador esteve no comando do time da 13ª rodada até a 36ª rodada. Sob seu comando, a equipe obteve 7 vitórias, 9 empates e 8 derrotas. Marcaram 28 gols e sofreram 42. Comparando apenas o período em que atuou, o time teve a 16ª melhor campanha. Chegou a ocupar a 10ª posição na rodada 27. A pior posição que o time apresentou em sua "era" foi a 19ª, na rodada 16. Charles Muniz, 12 jogos Iniciou a campanha do Santa Cruz e obteve 3 vitórias, 3 empates e 6 derrotas, nas partidas em que apresentou-se como comandante Coral. Seu aproveitamento de 33,33% deixou a equipe em 18º lugar, após 12 rodadas. Na 3ª rodada da competição, após vitórias sobre Barueri e CRB, o Mais Querido chegou a ocupar a 2ª posição na Série B. Paraíba e Fernando Silva ou Adriano, 2 jogos Após a saída de Mauro, extra-oficialmente o zagueiro Adriano assumiu o comando da equipe. Na partida contra o Criciúma (derrota por 2x0), oficialmente o treinador foi Paraíba. No jogo de despedida, contra o Coritiba (derrota por 3x2), o nome presente na súmula foi o de Fernando Silva. Obs: Fotos extraídas dos sites Coralnet, Lancenet e Folhape.
Leiam também... O Santa Cruz na Série B (parte 1) O Santa Cruz na Série B (parte 2)

Náutico foi campeão dos cartões

O Náutico terminou o Brasileirão 2007 na 15º posição, longe do risco de rebaixamento, mas também não obtendo vaga nas competições internacionais, como a Copa Sul-Americana, que englobou até o 12º colocado. Dentre os números do Timbu na competição, um título nada agradável acabou sendo atribuído ao time, só que no aspecto negativo: a disciplina. O Náutico acabou levando o indiscutível rótulo de "Campeão da Indisciplina". Tanto no número de advertências líquidas (cartões amarelos, descontados aqueles que geraram expulsões), como também nos vermelhos, o Timbu liderou com certa folga a quantidade de cartões recebidos. Foram 117 cartões amarelos, uma média de 3 cartões por partida. Para os que acreditam que a marca foi reflexo do início da campanha, os dados mostram essa impressão não é verdadeira. Existiu um equilíbrio na distribuição dessas advertências, onde 58 delas foram aplicadas no turno e outras 59 no returno. Entre os atletas que mais contribuiram para essa marca, a liderança coube ao Toninho (12 amarelos). Logo em seguida aparecem Sidny (11), Daniel Paulista e Radamés (10), além de Acosta (8) e Hamilton (7). Juntos, os 6 atletas foram responsáveis por 58 advertências, o que representa 49,57% do total acumulado pelo Timbu. Ainda na questão dos cartões amarelos, aparecem próximos do Náutico a equipe do Internacional (115), América (113), Juventude (111) e Botafogo (105). Em 380 partidas da Série A, foram aplicados 1.944 cartões amarelos líquidos, com média de 5,12 por partida. Quanto aos cartões vermelhos, também deu Náutico na liderança. Nada menos do que 15 expulsões sofridas, o que dá quase 1 expulsão a cada 2 jogos. Como não poderia deixar de ser, Acosta terminou como o grande responsável por esse "título", indo 4 vezes para o chuveiro. Na lista, também constam Allyson e Cris (2 vezes cada um), além de Baiano, Deleu, Elicarlos, Ferreira, Onildo, Radamés e Toninho. O vice-campeão das expulsões também é pernambucano. O Sport recebeu 11 vermelhos, mesma quantidade do Vasco. Com 10 cartões aparecem o Atlético-MG e América. O que podemos revelar com esses números? Simples: O Brasileirão é uma competição acirrada, mas com um nítido desnivelamento financeiro. Para clubes como o Náutico, com restrições monetárias capazes de impedir a montagem de um elenco de maior qualidade, os desfalques decorrentes dessas advertências acabam podando muitas oportunidades de vitória. Bem, de fato o Náutico acabou sofrendo com as suspensões, mas foi capaz de comemorar a permanência por mais uma temporada. Agora é planejar melhor, tratar questões como o desempenho disciplinar e sonhar com objetivos maiores.

Náutico quebra tabu de 23 anos

O Náutico não jogou um primor de partida e teve atuações apagadas de diversos jogadores como Acosta e Felipe que pouco produziram em toda partida. Por pouco não esteve em desvantagem no placar, contando com a boa atuação de Fabiano e também com a falta de pontaria dos flamenguistas que desperdiçaram chances claras de gol. Durante a partida, as duas equipes tiveram oportunidades de balançar as redes, tendo o Flamengo as chances mais concretas de gol. O Náutico mesmo encontrando dificuldades na finalização e com seus atletas de referência sempre muito marcados, manteve o equilíbrio quanto ao volume de jogo, dando respostas a todas as investidas dos rubro-negros, fazendo com que o resultado da partida de certa forma não possa ser rotulado como injusto. Felipe esteve totalmente "fora do jogo", cometendo sucessivos erros e perdendo jogadas que normalmente converteria em gol. Acosta, sempre bem marcado, pouco apareceu na partida e nas oportunidades que teve finalizou mal ou cometeu erros de passe. Geraldo também esteve abaixo de suas atuações recentes e os principais destaques do time acabaram sendo Fabiano, Elicarlos e Sidny. Futebol é resultado e quem não faz leva. Justamente dos pés de Ferreira, um dos atacantes muito criticados durante toda temporada (atleta de estilo desengonçado mas que acabou crescendo bastante nas duas últimas partidas realizadas nos Aflitos), saiu o passe para Sidny que bateu cruzado e venceu a meta do arqueiro Bruno, fazendo o gol da partida que decretou a vitória Timbu. Náutico 1x0.


Scout da partida

Acompanhem os números finais do duelo entre Náutico e Flamengo que marcou o encerramento da temporada 2007.


Tabu

O Náutico não vencia o Flamengo desde 1984 (25/4/84), quando a equipe comandada por Ênio Andrade bateu o Flamengo por 2x1, no Arruda. Jogando nos Aflitos, os alvirrubros não tinham conquistado uma vitória sequer, com 4 empates em jogos oficiais realizados no Eládio de Barros Carvalho. Com a vitória por 1x0 obtida nesse Domingo, o Timbu além de acabar com um longo jejum, acaba estabelecendo a marca de nunca ter perdido uma partida oficial para os rubro-negros cariocas, nos Aflitos. Agora são 5 jogos, com 1 vitória e 4 empates. O único triunfo rubro-negro ocorrido no "caldeirão alvirrubro" aconteceu em amistoso realizado em 1946, 4x0.

Leão pouco inspirado perde vaga

Um Sport preguiçoso e pouco inspirado foi o que podemos observar na última partida do Leão no Brasileiro de 2007. Sem impor seu ritmo, os rubro-negros foram envolvidos em grande parte do jogo pelo time do Juventude, composto em sua maioria por atletas da base e que vislumbraram a partida como uma oportunidade de se destacar para as futuras formações do time de Caxias do Sul. Conforme o próprio treinador Geninho destacou na entrevista coletiva ao final do jogo, faltou "pegada" para um time que em momento algum parecida estar disputando uma das vagas para a Copa Sul-Americana. Apático, o time pernambucano estava muito mais em ritmo de "fim de festa", como destacou o próprio técnico, desperdiçando a oportunidade de inserir o clube em uma competição internacional, fato que não ocorre desde 1988. Com o resultado, o Sport termina a Série A 2008 em 14º lugar, com 51 pontos. Desses, 46 conquistados na "era Geninho", com 13 vitórias e 7 empates, em 32 jogos.

domingo, 2 de dezembro de 2007

PDN: Juventude x Sport, Série A (38ª R)

Juventude e Sport enfrentam-se hoje, 15 horas (Recife), no Alfredo Jaconi, Caxias do Sul. A partida é válida pela 38ª rodada da Série A, última da temporada 2007. O Juventude (19º colocado, 38 pontos) já está rebaixado e não aspira nenhum objetivo na competição, a não ser uma despedida honrosa. No máximo conseguirá alcançar a 18ª posição, dependendo do resultado do Paraná. Nos últimos 10 jogos, a equipe conquistou apenas 11 pontos, com aproveitamento de 36,67%. Jogando em casa, o Juventude teve a 3ª pior campanha entre os participantes, superando apenas Corinthians e América. Mesmo assim, não entrega facilmente o jogo, tendo perdido apenas 1 partida das últimas 9 disputadas. Seu aproveitamento como mandante é de 48,15% O Sport (13º colocado, 51 pontos), precisa de uma vitória simples para garantir sua participação na Copa Sul-Americana, em 2008. Para isso, conta com a melhora de rendimento do time, que não perde há 4 rodadas. Nos últimos 10 jogos, o Leão conquistou 15 pontos, com aproveitamento de 50%. Na condição de visitante, o rubro-negro não fez uma boa figura em todo campeonato, tanto que possui o 16º desempenho, ao lado do Paraná, superando apenas Goiás, Juventude e América. Nos dois últimos compromissos, arrancou empates importantes, diante de Internacional e Atlético-PR. O time já obteve 3 vitórias em campos adversários: Figueirense, Palmeiras e Corinthians. Nas circunstâncias em que se encontra, uma nova vitória será muito comemorada!
Dados do adversário
Resumo dos confrontos
Segundo informações do pesquisador Carlos Celso Cordeiro, Juventude e Sport já se enfrentaram 11 vezes, sendo 9 válidas pela Série A Equilíbrio total no encontro, que apresenta 3 vitórias do Sport, 3 vitórias do Juventude, além de 3 empates. No saldo de gols, vantagem rubro-negra, com 14 tentos anotados, contra 9 do representante de Caxias do Sul. Jogando no Alfredo Jaconi, 3 partidas, com 2 empates e 1 vitória do Juventude, por 1x0, em 1998. O primeiro encontro entre ambos (Série A) ocorreu em 1978, com vitória do Leão, 4x1, na Ilha do Retiro. No último encontro, já em 2007, nova vitória por placar elástico para o Sport, 3x0 (também na Ilha) Um fato curioso é que os rubro-negros chegaram a um tabu desfavorável de 6 jogos, entre 1996 e 2001, onde perdeu 3 partidas (inclusive uma delas na Ilha) e empatou outras 3. Atualmente, o Sport não perde do adversário há 3 jogos. Em 1997, as equipes se enfrentaram em João Pessoa, com vitória dos gaúchos por 2x1
Evolução dos times a cada rodada
Árbitro da partida
Essa é a primeira partida de Janilson Macêdo Freitas na Série A 2007. Na Série B, atuou 5 vezes.

PDN: Náutico x Flamengo, Série A (38ª R)

Náutico e Flamengo enfrentam-se nos Aflitos, 15 horas (Recife), em partida válida pela última rodada da Série A 2007. O Náutico (15º colocado, 46 pontos), conseguiu alcançar seu objetivo primário, que era a permanência na primeira divisão para 2008. Quanto à classificação para a Copa Sul-Americana, o projeto fica adiado por mais um ano. A equipe deve jogar mais relaxada, uma vez que não sofre pressão de resultados e não tem risco ou chance de movimentar-se na tábua de classificação. Nos últimos 10 jogos, a equipe obteve 13 pontos, com aproveitamento de 43,33%. A equipe apresenta uma natural queda de rendimento e nas 5 últimas partidas acumulou 4 derrotas, fato que eliminou qualquer chance do Timbu de brigar por algo maior na competição. Como mandante, o Náutico não fez uma boa campanha, tendo um dos piores desempenhos entre os participantes, com apenas 51,85% de aproveitamento dos pontos. Esse dado sofreu forte influência do inicio decepcionante na competição, uma vez que nos últimos 8 jogos, a equipe venceu 6, empatou 1 e perdeu apenas para o Santos. O Flamengo (3º colocado, 61 pontos), já tem sua vaga garantida na Libertadores e o máximo que pode obter nessa rodada é a segunda colocação da temporada. A equipe que chegou a ocupar a zona de rebaixamento e teve muitos jogos remanejados, termina com um saldo bastante positivo. Nos últimos 10 jogos, obteve 24 pontos, com aproveitamento de 80%, vencendo 8 partidas (melhor desempenho no período). Como visitante, foi a 6ª equipe que mais deu trabalho, arrancando 21 pontos contra seus adversários, fruto de 5 vitórias e 6 empates. Mesmo assim, esteve longe de resultados fantásticos, tendo vitórias contra Fluminense e Vasco contabilizadas nessa condição. Efetivamente, venceu fora do Rio de Janeiro 3 times: Goiás, Paraná e América. Uma boa oportunidade para os alvirrubros conquistarem uma vitória no jogo de despedida de Elicarlos e na partida de número 30, sobre o comando de Roberto Fernandes.


Dados do adversário
Resumo dos Confrontos

Segundo o pesquisador Carlos Celso Cordeiro, essa será a 22ª partida entre Náutico e Flamengo, com 17 encontros já realizados pela Série A. O Náutico leva grande desvantagem sobre o rubro-negro carioca e só obteve 2 vitórias a longo dos confrontos, perdendo 11 partidas na Série A, além de outros 4 empates. Jogando nos Aflitos, apenas 2 encontros (1990 e 1992), ambos terminados em 0x0. Em Recife, mais 6 jogos, todos disputados no Arruda. 2 vitórias (1975 e 1984), 1 empate (1980) e 3 derrotas (1972, 1975 e 1982). Um bom motivo para quebrar um tabu de 23 anos sem vitória sobre o adversário de logo mais. O primeiro encontro (Série A), aconteceu em 1972, no Arruda. Vitória do Flamengo, 1x0 . Na partida mais recente, vitória do Flamengo, no Maracanã, 2x1. O Náutico obteve as duas vitórias pela diferença mínima de gols, enquanto o Flamengo chegou a aplicar 4x1, em 1975 (Maracanã) O maior jejum de vitórias do Náutico foi de 8 partidas, entre 1975 e 1984. Atualmente, o Náutico não vence o adversário há 23 anos (como já citado) e 5 jogos (considerando Copa do Brasil, já somam-se 7 jogos).


Evolução dos times a cada rodada
Árbitro da partida

A partida entre Náutico e Flamengo será apitada por Paulo Cesar Oliveira (SP - FIFA). Essa será a 20ª partida do mediador na Série A 2007. Ele termina a temporada como o 3º árbitro que mais apitou no ano, dentro da competição. Oliveira foi o mesmo árbitro da partida de ida, entre as duas equipes. Não apitou nenhum outro jogo do Timbu. Quanto ao Flamengo, esteve também na partida entre a equipe carioca e o Internacional, em Porto Alegre. Aplicou 81 cartões amarelos líquidos (descontados os segundos amarelos), com 8 expulsões, sendo 3 delas diretas. Demais jogos do mediador, onde chama atenção o número de partidas (excluindo os clássicos paulsitas), onde apitou um jogo envolvendo times do Rio: Internacional 2x3 Botafogo Botafogo 3x0 Grêmio Botafogo 4x0 Vasco Santos 0x2 São Paulo Fluminense 0x0 Paraná Corinthians 1x1 São Paulo Paraná 0x0 Botafogo Atlético-PR 1x1 Figueirense Fluminense 1x1 Grêmio Corinthians 2x0 Santos Atlético-MG 2x2 Internacional América 3x2 Paraná Juventude 0x0 Atlético-PR Botafogo 3x1 Sport Cruzeiro 1x1 Atlético-PR Internacional 0x0 Sport Atlético-MG 4x1 Juventude

sábado, 1 de dezembro de 2007

O Santa Cruz na Série B 2007 (Parte 2)

Na segunda parte do levantamento sobre o Santa Cruz na Série B, vamos analisar 3 aspectos sobre o que o time apresentou nos 38 jogos em que compareceu ao campo, na disputa da competição. Primeiramente vamos destacar a campanha, considerando os seus resultados gerais, como mandante e também como visitante, além das variações de colocação. No segundo momento, estaremos destacando as seqüências obtidas pelo time, tanto na questão de vitórias e derrotas, como na anotação de gols. Por fim, abordaremos a questão disciplinar, fazendo o resumo dos cartões recebidos pelo time e comparando sua posição perante os demais clubes participantes.
Campanha
Em 38 jogos, o Santa Cruz conquistou 42 pontos, fruto de 10 vitórias, 12 empates e 16 derrotas. Com esses resultados, a equipe terminou em 18º lugar, sendo rebaixada para a Série C. O aproveitamento de pontos foi de apenas 36,84% Desses resultados, podemos verificar que a equipe foi a segunda que menos triunfou, 3ª que mais empatou e 4ª que mais perdeu. Seu ataque não foi produtivo, situando-se como 3º pior (47 gols), superando São Caetano (45) e Ituano (41). Do outro lado, a defesa acabou sendo uma das mais vazadas, tomando 65 gols, marca superada apenas por Remo (69), Barueri (71) e Ituano (74). Como mandante, foi a 13º equipe que mais somou pontos (34), obtendo 9 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. Seu aproveitamento foi de 59,65% nos jogos disputados no Arruda. Mesmo jogando em "casa", seu ataque não impressionou, somando apenas 32 gols (entre os piores) e sua defesa sofreu 23 gols (abaixo da metade dos mandantes). Como visitante, um desempenho desastroso. Com apenas 8 pontos em 19 jogos (1 vitória, 5 empates e 13 derrotas) e 14,04% de aproveitamento, só conseguiu superar Remo e Ituano, outros dois times rebaixados. Com 15 gols marcados, teve o ataque menos produtivo "fora" e ao sofrer 42 gols, apareceu como uma das defesas mais vazadas. No turno, obteve 21 pontos (5 vitórias, 6 empates e 8 derrotas, aproveitamento de 36,84%), terminando em 17º lugar. Marcou 25 gols, sofreu 32 No returno, novamente voltou a somar 21 pontos (5 vitórias, 6 empates e 8 derrotas). Marcou 22 gols, sofreu 33. O Santa Cruz, ao longo do campeonato, chegou a posicionar-se na segunda colocação, mas acabou perdendo espaço até chegar na 19º posição, após 16 rodadas. Esteve na zona de rebaixamento por 16 rodadas. Abaixo, podemos conferir a variação de posições (clique na imagem para ampliar):
Seqüências
Em seu melhor momento da competição, coincidentemente marcado por todos os jogos realizados em Setembro, a equipe Coral passou 6 partidas consecutivas sem perder. A série foi iniciada diante do CRB (clicar no quadro ao lado), seguido pelos jogos diante do Fortaleza, Marília, São Caetano , Paulista e Ituano. Como mandante, o Santa Cruz completou 13 jogos sem perder que juntando a campanhas anteriores na Série B (2004 e 2005) deu ao Santa Cruz uma invencibilidade de 36 jogos no Arruda na competição, a maior sequência obtida em 181 jogos "em casa" na "Segundona" Jogando fora de casa, a equipe chegou a ficar 4 partidas consecutivas sem derrotas, diante de CRB, São Caetano, Ituano e Portuguesa. Logo após estabelecer sua maior série invicta na competição, acabou amargando a pior de jogos sem vencer, em toda sua história na "B". Nas 11 partidas finais, nenhum triunfo, enfrentando Santo André (clique no quadro para ampliar), Portuguesa, Vitória, Gama, Remo, Ceará, Avaí, Ponte Preta, Brasiliense, Criciúma e Coritba. Como mandante, não venceu as 6 últimas partidas (também recorde histórico na competição). Um dos fatores decisivos para o rebaixamento, uma vez que dos últimos 18 pontos disputados no Arruda, a equipe conquistou apenas 3. Caso tivesse conquistado 12 pontos (aproveitamento de 66,6%), certamente não estaria rebaixado, independente dos jogos disputados em campos adversários. Sua campanha como visitante sempre foi o "calo" do time e nas 16 primeiras partidas não obteve uma vitória sequer (segundo maior jejum histórico do Santa Cruz na competição). Quanto aos gols, o Santa Cruz não conseguiu passar 3 partidas sem sofrer 1 gol. Da mesma forma, não ficou com seu placar em branco pelo mesmo período. Em sua melhor sequência, passou 8 partidas marcando gols, consecutivamente, porém também teve sua defesa transposta por 11 jogos consecutivos. Aplicou 2 goleadas na competição, diante de Barueri (3x0) e CRB (4x1). Sofreu 5: Santo André (3x0), Ponte Preta (6x0), Barueri (5x1), Ceará (3x0) e Brasiliense (3x0)
O Santa Cruz e os cartões
No primeiro turno, o Santa Cruz levou 2 cartões vermelhos e 73 amarelos. Mesmo com poucas expulsões, só foi superado no número de amarelos pelo Coritiba. No segundo turno, a equipe teve mais expulsões (5) e menos amarelos (59). Da mesma forma, continuou a figurar entre as quatro equipes mais indisciplinadas, considerando o número líquido de advertências. Na soma geral, acabou como uma das equipes que menos recebeu vermelho (7 expulsões, 4º melhor nesse critério), porém com o título de maior número de advertências líquidas (amarelos, descontados as expulsões por segundo cartão), com 132. Carlinhos PB (10) e Nildo (8), foram os atletas que mais contribuiram nesse critério (será melhor detalhado na parte 3 do balanço)
Vejam o que já foi publicado anteriormente: O Santa Cruz na Série B 2007 - Parte 1

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

"Todos com a Nota" muda as regras

O programa "Todos com a Nota", inciativa do Governo Estadual, deverá reformular sua sistemática, mudando a forma operacional, bem como o critério de reembolso para os times. Segundo matéria publicada no Blog do Torcedor, uma das mudanças será a criação do sistema de atendimento por telefone, onde o torcedor poderá garantir seu ingresso, informando seu CPF e recebendo um código de recebimento. A medida visa inibir a atuação dos cambistas. Quanto ao valor a ser pago para cada clube, o Governo também mudará as regras. Ao invés de pagar pelo valor cheio negociado, o reembolso acontecerá tendo como base de cálculo os ingressos efetivamente trocados. O valor para troca do vale-cidadão continuará o mesmo (R$ 100)

Roberto Fernandes: o melhor ataque do Brasileirão

Quando Roberto Fernandes chegou ao Náutico, após o time alvirrubro sofrer uma goleada diante do rival Sport (4x1), talvez ninguém imaginasse que estaria ali o treinador que daria uma nova cara ao time do Náutico. Enquanto no momento brilhavam o líder Botafogo, 2 pontos a mais que os vice-líderes Goiás e Paraná (pode parecer piada de mau gosto, mas não é) e o Cruzeiro apresentava o melhor ataque da competição (19), o Náutico tinha marcado 10 gols em 8 jogos e sofrido 19. Na única oportunidade que ultrapassou a marca de 2 gols, sofreu 4 (empate de 4x4 com o Paraná). Em 29 jogos, além das 12 vitórias e 5 empates que somaram 41 pontos aos 5 que o clube já tinha, Fernandes conseguiu fazer o ataque do Náutico ser mais produtivo do que qualquer outro time, desde que assumiu o clube. Foram até agora 55 gols (média de 1,89 por partida), superando Cruzeiro (52), Santos e Atlético-MG(48), além do campeão São Paulo (47), clubes que mais se aproximaram da marca Timbu. Roberto ainda abriu um saldo de 11 gols, deixando o clube com boas poassibilidades de terminar a temporada com vantagem de gols marcados sobre sofridos. Foram 7 goleadas. A primeira, fora de casa, no Morumbi, diante do Corinthians, 3x0. Mais uma vez fora de casa, voltou a golear, tendo como vítima o América: 5x1, em Natal. Completaram a lista o Botafogo (4x1), Goiás (3x0), Atlético-PR (5x0), Juventude (4x1) e novamente o América (4x0). A fase mais produtiva de seu ataque ocorreu justamente no mês de setembro, onde a equipe atropelou 3 de seus adversários (Botafogo, Goiás e Atlético-PR) A equipe chegou a marcar 4 gols também nas partidas diante do Figueirense (4x2) e Paraná (4x2). Mesmo perdendo, também balançou 3 vezes a rede diante do Grêmio (3x4). Diante desses bons números, a diretoria do Náutico já avança negociações para renovação do contrato de Fernandes. Quem sabe um 2008 promissor?

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Náutico: Sem riscos, sem chances

O Náutico jogou um futebol apático em Florianópolis e voltou com uma derrota por 2x0, até certo ponto "de bom tamanho". A equipe não se encontrou em momento algum e suas maiores chances surgiram de lances isolados, como a bola de Sidny que encontrou o travessão, após cobrança de falta. Sem somar ponto nas 4 linhas, teve como seu grande aliado o resultado de terceiros, comemorando as vitórias do Vasco sobre o Corinthians e do Atlético-MG sobre o Goiás, que trouxeram a certeza matemática que o clube estará entre os participantes da Série A, em 2008. Da mesma forma, o clube não tem mais chances de conquistar uma das vagas na Copa Sul-Americana. Um detalhe curioso é que, ao lado de São Paulo e América-RN, forma o seleto grupo de times que já tem sua posição definida no campeonato. Enquanto o São Paulo já garantiu a primeira posição e o América a última, o Náutico não sai mais da 15ª, independente de qualquer combinação possível. Dessa forma, o rebaixamento ainda tem duas vagas em aberto, sendo disputadas por Corinthians (16º colocado, 43 pontos), Goiás (17º, com 42) e Paraná (18º, com 41). Entre eles, o Goiás é o único que decide em seus próprios domínios, recebendo o Internacional (com vaga garantida na Sul-Americana). Corinthians visita o Grêmio (lutando por vaga na Libertadores), enquanto o Paraná visita o Vasco (lutando por vaga na Sul-Americana) Na briga pelas 4 vagas restantes na Copa Sul-Americana, aparecem Botafogo (54 pontos), Atlético-MG (52), Figueirense (52), Vasco (51), Sport (51) e Atlético-PR (51). Entre eles, 2 irão fracassar. As outras 4 vagas serão preenchidas por São Paulo, 2 dos 3 times que brigam pela última vaga na Libertadores (Palmeiras, Cruzeiro e Grêmio), além do Internacional.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Conheçam o Blog dos Números - Edição Brasil

Gostaria de convidar a todos para acessar um dos trabalhos paralelos do Blog dos Números, que é a sua edição nacional, chamada Blog dos Números - Edição Brasil. A proposta para o desenvolvimento desse novo espaço é similar ao que já é realizado na versão pernambuco, tendo como um dos principais objetivos buscar interessantes levantamentos sobre o futebol brasileiro, além de dedicar-se também à nossa Seleção principal e Categorias de Base. O BDN-BR conta com a ajuda de outros 3 colaboradores: Lourival José, José Renato Sátiro e Sérgio Lipski, onde cada um deles vai tornando aquele espaço especial. Ainda há muito por desenvolver, porém tenho certeza que o resultado final será bom. Durante a semana, estaremos enviando uma série interessante de postagens sobre o nosso futebol, sobre suas diversas competições e times. Espero que gostem!!!! Para conhecer o blog, clique AQUI

PDN: Figueirense x Náutico, Série A (37ª R)

Figueirense e Náutico enfrentam-se hoje, 20h45 (Recife), em partida válida pela 37ª rodada do Campeonato Brasileiro - Série A. O Figueirense (13º colocado, 49 pontos) sabe que a vitória é fundamental para as pretensões da equipe em alcançar uma das vagas na Copa Sul-Americana. Uma vitória lança os catarinenses para a 11ª posição (no mínimo) o que lhe daria total independência sobre resultados de terceiros. A equipe vem fazendo uma campanha regular e nos últimos 10 jogos conquistou 50% dos pontos disputados. Jogando na condição de mandante, tem aproveitamento de 59,26% (11º melhor), contudo, nas duas partidas mais recentes, somou apenas 1 ponto e sofreu 5 gols (nas 15 partidas anteriores tinha sofrido apenas 11 gols no Orlando Scarpelli). O Náutico (15º colocado, 46 pontos) após uma espetacular reação iniciada na 23ª rodada, aos poucos vai tendo resultados mais regulares. A recente vitória diante do América acabou com um incômodo jejum de pontos que já durava 3 rodadas. Caso vença a partida de logo mais, o Timbu segue com esperança de classificação para a Sul-Americana. Nos últimos 10 jogos, os alvirrubros obtiveram 53,33% dos pontos disputados, além de marcar 24 gols (disparadamente melhor ataque do período e 2º melhor ataque da competição). Como visitante, o Timbu já aprontou boas peças, principalmente diante de Corinthians (3x0), Santos (2x1) e Goiás (3x0), além de América (5x1) e Paraná (4x2). Nas 4 últimas partidas não se deu bem e só trouxe 1 ponto, no empate contra o Cruzeiro. Seu aproveitamento "fora de casa" é de 33,3% (9º melhor)
Dados do adversário
Resumo dos Confrontos
Segundo informações do pesquisador Carlos Celso Cordeiro, Náutico e Figueirense já se enfrentaram 6 vezes. Duas delas pela Série A. O primeiro encontro foi em 1975 (14/09), com empate de 1x1, no Orlando Scarpelli. Voltaram a se enfrentar pela competição em 2007 (8/8), com vitória Timbu por 4x2. Nas 3 partidas que jogaram em Florianópolis (válidas por Série A, Série B e Copa do Brasil), 2 vitórias do Figueirense e 1 empate. No encontro mais recente (9/5 - Copa do Brasil), vitória dos catarinenses, 1x0
Evolução dos times a cada rodada

Árbitro da partida
Essa é a primeira partida que Frederico Honorato (RJ) apita na Série A. Em 2007, ele apitou 7 jogos na Série B

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Levantamento: O Santa Cruz na "Série B - 2007"

O Blog dos Números apresenta mais um dos trabalhos exclusivos sobre o futebol pernambucano. Trata-se do balanço dos times estaduais nas Séries A, B e C. O levantamento consiste em apresentarmos um "raio-x" de nossos clubes, trazendo números referentes a 3 pilares básicos: Parte 1 - Renda e Público Parte 2 - Campanha e estatística do time Parte 3 - Estatística dos jogadores Cada uma dessas partes será apresentada como um capítulo. Serão contemplados nessa série de postagens os resultados de Santa Cruz, Sport, Náutico, além de Porto, Central e Vera Cruz. O primeiro clube que iremos destacar é o Santa Cruz, uma vez que já temos seus dados finalizados.
Santa Cruz : Parte 1- Renda e Público
O Torcedor mais atento vai notar algumas diferenças entre o público informado no Blog e os números oficiais da CBF. O resultado aqui apresentado foi fruto de um levantamento súmula por súmula, identificando inclusive cada detalhe contido. Ao mesmo tempo, percebemos que a CBF no início da competição não computou o público do programa "Todos com a Nota", além de ter cometido algumas inversões entre o público total e o público pagante.
Entendendo o programa "TODOS COM A NOTA (TCN)":
Antes de divulgarmos os números do Santa Cruz, até mesmo para entender a diferença entre o que está divulgado no site da CBF e o que de fato era para ser computado, precisamos entender o conceito do programa "TCN". A parceria com o Governo Estadual, abrange a compra de 25.000 ingressos por jogo (no caso específico do Santa Cruz), que são trocados pelo torcedor em pontos pré-determinados pelo Governo, em contrapartida de notas fiscais. Significa dizer que, independente dos ingressos trocados ou o público presente no Arruda, deveria ser contabilizado 25.000 torcedores do "TODOS COM A NOTA", com receita gerada de R$ 125.000,00 (o valor que o Governo estipulou para os jogos da Série B foi de R$ 5,00 por partida). É uma receita garantida ao clube e que, uma vez computada no borderô, deve ser considerada em um único critério. A confusão que ocorreu se deu nas duas primeiras partidas, onde a CBF recebeu e adicionou a informação apenas do público presente. Nas demais partidas, sempre foi informado os 25.000. É razoável entender que não se deve usar "dois pesos e duas medidas" e como em 17 jogos foi informado 25.000, o Blog dos Números retifica a informação publicada no site oficial da CBF.
O público
No total, o público registrado nos jogos do Santa Cruz foi de 581.484, sendo 475.000 (81,69%) provenientes do TCN, 94.460 (16,24%) de ingressos vendidos, além de 12.024 (2,07%) computados como público não pagante. O maior público foi registrado na partida realizada em 18/09, contra o Paulista, com 34.589 torcedores (percebam que a CBF divulgou como sendo os 34.141 do jogo contra o Santo André). Em toda campanha, o público do Arruda ultrapassou a faixa dos 30.000 em 9 oportunidades. O maior público pagante (excluindo o programa TCN) foi registrado também contra o Paulista, com 8.353 (pode parecer óbvio, mas o público total também sofre a influência dos "não pagantes"). Em outras duas oportunidades (Santo André e Vitória), essa faixa de público também ultrapassou os 8.000. No jogo diante do Ipatinga (25/08), tivemos a maior presença de público "não pagante" (em geral composto por autoridades e imprensa), registrando 1.197 presentes. Abaixo, o detalhe de público a cada jogo realizado no Arruda.
A renda
O tricolor do Arruda arrecadou R$ 2.967.092 em toda Série B. Dessa quantia, R$ 2.375.000 provém do TCN. Logicamente, essa informação também diverge da publicação no CBFNEWS. O impacto do TCN nas receitas do clube foi tão significativo que 80,04% do valor arrecadado teve como origem o programa. Outros R$ 592.092 foram oriundos de venda de ingressos de sócio, estudante, arquibancada inferior ou nas campanhas de preço único. Nas 5 vezes em que estipulou o ingresso de arquibancada inferior a R$ 10, teve uma receita de R$ 54.960 (média de 1.099 ingressos vendidos por jogo). Nos 5 primeiros jogos, esse valor chegou a R$ 15, com receita acumulada de R$ 35.655 (média de 713 pagantes). O fraco desempenho nas vendas serviu de alicerce para a elaboração de campanhas de preço único. Nas 12 partidas em que o ingresso de sócio foi destacado, esse tipo de ingresso gerou R$ 162.164, representando 47,25% da receita obtida fora do programa TCN. Nesses jogos, a média de ingressos de sócios vendidos foi de 2.282.
Em breve, a segunda parte.... Ainda essa semana estaremos publicando a segunda parte do balanço do Santa Cruz na Série B 2007, aguardem!!!!

Santa Cruz: sucesso na arquibancada, fracasso no campo

A campanha do Santa Cruz na Série B 2007 pode ser dividida em dois grandes pilares, quando se fala sobre os números apresentados pelo clube na competição: torcida e time. De um lado tivemos a torcida, presente nos 19 jogos que a equipe realizou e acreditando até onde lhe restou forças. Nada menos que 536.336 torcedores foram registrados como público oficial do clube na competição, segundo dados da CBF. Para se ter idéia da força e presença dessa torcida, basta comparar com os números do Vitória, equipe que registrou a segunda maior presença de público: 356.474. A diferença em favor do "Tricolor do Arruda" é de quase 180.000 torcedores, o que representaria mais de 50% do público total do rubro-negro baiano. Entre os 10 maiores públicos, 4 pertenceram ao "Mais Querido", que chegou a resgistrar 34.101 torcedores diante do Santo André. Logicamente, a campanha "Todos com a Nota" teve papel fundamental nos números apresentados, mas não se pode negar que a torcida "abraçou" o time e buscou incentivar seus atletas, onde o time chegou a completar 13 jogos invicto, na condição de mandante. Sem rumo, o Santa Cruz se despediu da temporada com jejum de 11 jogos sem vitória, ironicamente estabelecido após o primeiro triunfo obtido em campos adversários (diante do Ituano, na 27ª rodada). Naquele momento, a equipe não perdia há 6 partidas e estava invicta no Arruda, quando enfrentou o Santo André, na 28ª rodada. Perdendo jogos consecutivos e com resultados incrivelmente negativos ( como nos jogos diante do Gama, Avaí e Ponte Preta, além de sua despedida diante do Coritiba), tornou-se inevitável a queda, principalmente numa competição em que o 16º colocado somou 50 pontos, apenas 9 abaixo do 4º colocado.
Era dos Pontos Corridos
O fracasso tricolor acompanha justamente a inserção da equipe nas competições de formato "pontos corridos". Em 2006, a equipe disputou a Série A e marcou apenas 28 pontos (7 vitórias, 7 empates e 24 derrotas, segunda pior campanha de todos os tempos) até chegar a mais um vexame já na Série B, em 2007. Somadas as 2 temporadas, o Santa Cruz, em 76 partidas venceu 17 partidas, empatou 19 e perdeu nada menos que 40. Marcando 88 tentos e sofrendo nada menos que 141 gols. Esses resultados, apontam justamente para a necessidade de planejamento e estrutura que um time precisa ter para enfrentar competições longas, onde não basta apenas ter um "onze" competitivo. Além de contusões e suspensões, fatores como o assédio de outros clubes pelos melhores talentos, além de uma variação do momento técnico que ocorre com o grupo, podem ser observados como pontos decisivos para a campanha que o clube obteve. Que venham novos dias....