Mostrando postagens com marcador Opinião e Análise. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Opinião e Análise. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Mais Querido - Opinião: Depois da Festa, a Ressaca!

Atrasei um pouco a coluna desta semana e terminei perdendo o “time” da euforia da bela vitória no domingo. Mas por outro lado, ganhei um assunto um tanto polêmico e que me irrita bastante. Por isso vou dar ênfase a ele, pra tentar liberar a minha ira e acalmar os ânimos. Até mesmo porque o que eu senti no último domingo, toda a emoção e sofrimento, não é nenhuma novidade em se tratando de Santa Cruz. No fim, o que vale mesmo é que nos classificamos, o “durante” passa a ser insignificante.

Não fui ao jogo em Maceió, por “n” motivos que não vale a pena listar aqui. E já nem lembrava o quanto era difícil torcer e sofrer no pé do rádio. Acho que a última vez que isso tinha ocorrido foi em 99 quando disputávamos a Série B. Mas vamos deixar o passado no lugar dele e começar logo a tratar do hoje.

Ontem, explodiu a bomba na internet: “Carlinhos Bala de volta ao Arruda.” E aí? A princípio me irritei, xinguei todo mundo, disse que não iria mais pra jogo enquanto ele vestisse o nosso manto, fiz piada comigo mesma, li dezenas de opiniões de tricolores no twitter, discordei de muitas e assinei embaixo de outras. 90% não querem o Bala de volta e os outros 10%, sem memória, acham que no futebol vale tudo e que se ele for a solução, que venha.

Agora, mais calma e mais sensata, eu até entendo o desespero dos 10% que aprovam o seu retorno, necessitamos sim de um atacante “matador”, mas tal argumento não muda a minha opinião. E digo mais, a questão não é que ele seja desagregador ou “da barca”, isso tem em todo canto. O problema é que o Bala (Carlinhos pras negas dele) desconhece a palavra respeito, seja com o adversário, com seus colegas, e principalmente, com o torcedor.

Então pergunto, arriscar pra quê? Vamos partir pra um mata-mata, situação que pede controle emocional por completo, e vamos trazer mais um desequilibrado pra nos frustrar? Já não bastam os que aí estão? Eu, sinceramente, não sei se vou me recuperar facilmente de uma desclassificação onde no time tem alguém que eu gostaria que estivesse jogando no Japão. Mas como o futebol imita a vida, com fracassos, frustrações e derrotas. E assim como na vida, nem tudo depende da gente. A nossa sorte está lançada.

A verdade é uma só, com Bala, sem Bala, com Brasão, sem Brasão, ou com qualquer outro que chegue até a data do nosso jogo diante do Guarany de Sobral, no próximo dia 05, nem o mais revoltado do tricolor vai torcer contra o Mais Querido. E comigo não seria diferente.

O que me deixa um tanto triste, é o fato de que com o Santa Cruz, ultimamente, nada é perfeito. Isso sim eu lamento, não compreendo e não aceito. Mas se é assim que tem que ser, que seja! Eu aguento.

Mais do que no diretor de futebol e afins, eu confio no trabalho do Givanildo, que por sinal segue invicto desde que assumiu o Santinha, e se o “professor” disser que é do Bala que a gente precisa pra sair desse buraco do futebol brasileiro que é essa bendita série D, eu vou aceitar. Muito a contragosto, é verdade, mas vou aceitar. Só não me peçam para ovacioná-lo, isso eu não farei jamais.

A minha vontade é de mandar ele escovar urubu até ficar branco, mas aqui fica a minha sincera trégua. Por outro lado, no fundo do coração, espero que essa negociação não se concretize. Hoje a noite teria uma reunião da diretoria, que foi cancelada. Vamos aguardar e vê o que o futuro nos reserva.

Saudações Corais!!!

Obs: Mais Querido - Opinião é um projeto piloto desenvolvido pelo Blog dos Números, com coluna semanal escrita por Danielle Leal.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mais Querido - Opinião: Feliz que só pinto no lixo!

Não me considero uma escritora e estou longe de ser poeta, mas como metida a tal que sou, tenho minhas manias. E uma delas é que antes de começar meus textos sempre procuro um título pra manter a linha do raciocínio e segui-lo. Geralmente (quase sempre), demoro um pouco a encontrá-lo, mas hoje não tive esse problema.

Não sei o porquê do pinto ficar feliz no lixo, tampouco sei quem é o autor da célebre frase. Só sei que caiu como uma luva para descrever o que estou sentindo agora. E permitam-me um chamego de filha boba, mas essa cheia de alegria que me afaga o coração neste instante,devo ao meu pai.

Escrevo e choro. Acordei triste neste domingo. A insônia bateu forte e ainda consegui dormir um pouco mais de 4h. Não era TPM, não morreu ninguém que eu amo, nem briguei. Mas a tristeza tem dessas coisas, muitas vezes ela chega sem avisar e toma conta da gente como se fosse nossa alma. Enfim, o sol deu o ar de sua graça, nem parecia dia de jogo do Santinha, e eu lá quietinha, só queria ficar na cama. Passei a manhã deitada com o controle remoto na mão, cochilando e acordando.

Eis que chega meu pai: “Bora, 2:30, olha a hora!” – respondi sem nem pensar:“Pode ir, não vou hoje.” – ele: “Que foi minha filha?” – “Estou triste pai, não quero.” – foi aí que ele disse: “Vamos com painho, também estou triste, são tantas as broncas, mas vamos ter essa alegria juntos, ou então mais uma tristeza que não vai mudar em nada.”

Levantei e chorei abraçada com meu pai. Corri, me arrumei em 15 minutos (algo raro) e seguimos pro Mundão. Rádio no pulso, totalmente sensibilizada e com muito medo de desencadear ainda mais a minha tristeza.

E como sempre, segue a rotina de dias de jogos, Rua das Moças, uma cervejinha pra acalmar os ânimos antes de entrar, algumas pessoas queridas no caminho e sociais do Arruda. Lá em cima, no mesmo cantinho de sempre, com as mesmas pessoas em volta. Como estar ali faz tudo mudar, é difícil até de explicar.

Torcida fazendo festa, uniforme novo, ouvido ligado em Aracaju e a minha primeira frase: “O jogo de lá é mais importante que esse daqui.” E começa o jogo. O time vai pra cima e segue perdendo inúmeras oportunidades de gol, aqueles problemas de sempre, bola quadrada, finalização péssima, meio sem criatividade e por aí vai... Mas, ao contrário do Confiança, que veio pro Arruda pra não perder, senti logo que o Potiguar veio pra vencer, afinal, a situação deles na tabela não era das melhores e parece que ainda rolou malinha do Confiança. Então, soltei mais essa: “Acho que vai dá certo, água mole em pedra dura tanto bate até que fura.” Ultimamente eu só conseguia pensar: "Quem não faz, leva!". Resolvi ser positiva. Até parece que não sabemos que com o Santa Cruz tudo tem que ser na dificuldade. E dessa vez não foi diferente.

Gol do Confiança e pênalti pra gente. Brasão cobrou nas mãos do goleiro e foi aí que começou o drama típico do Mais Querido. E como a tristeza já passou, vou pular essa parte sofrível, e principalmente, vou deletar o Brasão desse texto, no segundo tempo ele saiu do jogo, enfim, vamos esquecê-lo. Vaias no intervalo, 0x0 no Arruda, 1x0 Confiança e começa o 2° tempo.

Mais chances perdidas, o Potiguar também querendo. A torcida começou a ficar desconfiada e impaciente. Até que o CSA empata o jogo em Sergipe, comemorei como se fosse nosso gol, a torcida incendiou-se novamente e empurrou o time pra vitória. E o gol veio dos pés amarelos do Joélson, que não vinha bem no jogo, mas fez o que ele é pago pra fazer, colocou a bola nas redes. Algo que acredito que seja bem melhor que distribuir ingressos e perder penalidade. O jogo rolando, o tempo passando, o juiz colaborando (expulsou dois deles) e eu só pensava no CSA. E o gol da virada do time alagoano saiu nos descontos, no mesmo instante que o Elvis fazia de pênalti o nosso segundo tento.

Agora me respondam, tem como não chorar? Chorei. Dessa vez foi de alegria. Muita alegria. Como há tempos eu não sentia. Por isso quero agradecer a ele, meu pai, que me fez tricolor, que me ensinou o que é o amor, e que ontem não me deixou ficar na cama. Obrigada, pai!!! Amo você.

Vamos simbora pra Maceió. Sei que o Potiguar depois de dois jogos tão conturbados conosco vai facilitar a vida do Confiança, mas se o Santa Cruz não tiver a competência pra ao menos trazer 1 pontinho da capital de Alagoas eu desisto. Um empate classifica os dois, eles em primeiro, nós em segundo, e depois seguimos pra correr atrás do prejuízo.

É muito bom voltar a dizer: “Eu acredito!”.


Saudações Corais de quem está FELIZ QUE SÓ PINTO NO LIXO!!!

Obs: Mais Querido - Opinião é um projeto piloto desenvolvido pelo Blog dos Números, com coluna semanal escrita por Danielle Leal. A logomarca e título da coluna ainda podem sofrer alterações.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Mais Querido - Opinião: O que tem o CSA que o Santa Cruz não tem?

Quanto mais a gente tenta entender os motivos da catástrofe do Santa Cruz nos últimos 4 anos, quando caiu pela primeira vez para a Série C, menos razões encontramos para acreditar numa provável classificação no campeonato corrente. Eu joguei a toalha, pra ser bem sincera com vocês, pela primeira vez estou morrendo de vergonha.

Outro dia conversava com um conhecido sobre o orgulho que eu tinha de vestir esse manto, de me exibir, independente de vitórias ou títulos, as camisas do Mais Querido muitas vezes nem chegavam a ser guardadas, era do corpo pra lavanderia, da lavanderia pro corpo. Hoje em dia, olho pra elas e penso duas vezes antes de vestir. A que ponto chegamos Santa Cruz. Que uruca sem fim é essa???

A situação ainda piora quando olhamos pros números atuais. Até agora de passaram 4 rodadas, 2 jogos fora, 2 em casa, e em 12 pontos disputados, somamos apenas 5. Um aproveitamento inferior a 50%. Os gols marcados foram 2, o mesmo que os sofridos, os que nos dá um saldo de ZERO. É mole ou quer mais?

Se quiserem mais, saibam que o líder isolado e já classificado do nosso grupo é o Centro Sportivo Alagoano ou CSA, um clube que entrou pela janela, no lugar do desistente Murici. E mesmo com todos esses atropelos o CSA soma até agora a marca de 12 pontos conquistados e 100% de aproveitamento. Entre esses pontinhos, lembro que 3 foram ao vencer o Santa Cruz em pleno Arruda na estreia da competição. O time alagoano marcou 10 e sofreu apenas 4 gols, o que lhe dá um saldo de 6.

Então pergunto, o que tem o CSA que o Santa Cruz não tem?

Mais torcida ou mais sócios? Não.

Mais estrutura? Não.

Mais “craques” ou melhor elenco? Também não.

Mais dinheiro? Certeza que não.

Mais tradição? Muito menos.

Mais tempo de trabalho e uma pré-temporada? Afirmo que não.
Difícil não? Mas eu respondo. Eles tem comando! Dentro e fora de campo. Tanto que agora podem se dar ao luxo de escolher sem medo o seu adversário futuro. E garanto a vocês, este felizardo não será o Santa Cruz.

Cansei de lamentos, chororô e desculpas esfarrapadas. Por isso não vou mais me prolongar, e digo, enquanto chances matemáticas houver continuo esperançosa para sairmos deste buraco que é a Série D, mas afirmo que não acredito que será dessa vez.

A situação ficou tão ridícula e desesperadora que tem jogador prometendo uma merreca de ingressos pra torcida lotar o Arruda. Esquece eles que no Mundão cabem mais de 60 mil pessoas e que a torcida não precisa de esmolas pra fazer o seu papel de bobo. A torcida do Santa Cruz é pior que mulher de malandro e controle remoto com pilha velha juntos, só funciona na porrada. Prometam gols e cumpram. Certeza que assim todos ficariam mais felizes.

Termino desejando sorte aos que forem domingo ao Arruda, pois sinceramente não sei se irei. E aos que neste elenco estão verdadeiramente comprometidos com a causa. Boa Sorte a vocês!

Saudações Corais!!!

Obs: Mais Querido - Opinião é um projeto piloto desenvolvido pelo Blog dos Números, com coluna semanal escrita por Danielle Leal. A logomarca e título da coluna ainda podem sofrer alterações.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Mais Querido - Opinião: Explicando o Inexplicável

O Santa Cruz apronta cada uma com a gente que nem o mais sábio dos profetas conseguiria explicar. Ontem, mais uma vez, me debandei pro Arruda. E pior do que não vencer o Confiança é você ficar tentando achar explicação pro ocorrido.

Primeiro você culpa a técnica. Bando de perna de pau, incompetentes, não acertam um passo de 3 metros, descompensados e cheios de pernas. Passado o chilique técnico, você parte pro tático. O meio de campo é inexistente, não se cria e consequentemente não se finaliza. Coloca 4 atacantes treinador, tira o volante, o lateral e vai pra cima deles. Cadê as jogadas ensaiadas? Ai meu Deus, Lá vai Menezes bater de novo. Deixa pra Leo caraca. O treinador mexeu errado, devia ter colocado fulano no lugar de sicrano. E por aí vai...

Depois dos chiliques técnico e tático, você culpa a arbitragem. O filho da mãe veio disposto a nos prejudicar, só pode! Inverteu todas as faltas, deixou de expulsar Mané, não marcou uma penalidade clara e ainda deu apenas 3 minutos de acréscimo depois de tanta ‘cera’ do adversário.
Passado tudo isso. Começamos a culpar os Deuses do futebol . Putz, pode jogar até amanhã que essa bola não entra! A bola vai na trave, o goleiro pega tudo e sai como destaque do jogo, e nada de gol. Parece que a bola é nossa inimiga e teima em não entrar.

Então apelamos pra religião, seja qual for, vai do catolicismo a umbanda. Deus só pode tá me castigando porque eu não paguei aquela promessa quando subimos em 99, não tem outra explicação. Ou ainda, tem uma cabeça de burro enterrada nesse gramado, ou até mesmo um sapo, como disse o Brasão após o jogo, sem ter mais explicações pros fracassos.

Aqui chega a superstição. Quem foi que trouxe esse rubro-negro? Tá louco filho? Trazer o cara pra nos secar? Olha aí o resultado. E começa a confusão: “deixa o cara” – e o cara se defende: “eu torço por PE” – e o tricolor retruca: “PE é meu...”. E enquanto o pau canta na arquibancada por causa do rubro-negro, o jogo segue sem nem saber que ele existe...

Por último, nos culpamos. Aqui pode ser por qualquer coisa, na hora do desespero o torcedor precisa de uma explicação pra lhe confortar. Desde a “roupa da sorte” que não usou ou até mesmo o trajeto pro estádio que mudou por causa do congestionamento.

Bom gente, ontem foi assim, briguei com Deus, fiz promessa pro Diabo, vi uma rubro-negra saindo do Arruda, levei uma pessoa que nunca tinha ido a um jogo de futebol, me culpei por isso. Depois de xingar horrores na social do Mundão, me peguei fazendo contas pra classificação. Fui da euforia ao transtorno mental. Procurei e achei motivos. E no fim, tudo continua inexplicável, chato e repetitivo.

O time não é tão ruim pra uma disputa de Série D, até acho que dá pra ser campeão com os pés nas costas, mas o problema é que ninguém nos respeita mais. Onde já se viu um Arruda com 27 mil pessoas (claro que tinha mais, afinal, concreto não encolhe), o placar marcando 0x0, e o árbitro não marcar um pênalti claro a nosso favor? Acabou o respeito ao Santa Cruz Futebol Clube. Nem rivais, nem adversários (grandes ou pequenos), nem arbitragem... Ninguém nos respeita mais! Será que deixamos de ser grandes? Não torcedor. Da mesma maneira que uma empresa tem a cara do seu dono, um Clube tem a cara dos que o comandam. Hoje, somos pequenos, mas tenho certeza que voltaremos a ser grandes.

E a torcida? Essa, como sempre, maravilhosa.

Simbora pra guerra em Aracaju e seja o que Deus quiser, ou o Diabo.

Saudações Corais!!!

Obs: Mais Querido - Opinião é um projeto piloto desenvolvido pelo Blog dos Números, com coluna semanal escrita por Danielle Leal. A logomarca e título da coluna ainda podem sofrer alterações.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Mais Querido - Opinião: Como Nos Velhos Tempos

Vencemos santacruzenses. Com um placar magro, sofrido, desconfiado, mas positivo. Mais do que a vitória por 1x0, ontem, diante do Potiguar no Nogueirão, o Santa Cruz, e mais especificamente, o Givanildo Oliveira, conseguiu reacender a velha chama. Chama que vem cheia de esperanças e otimismos.

É assim que classifico os torcedores do Mais Querido: esperançosos ou otimistas. Pessimistas, jamais!

Eu, particularmente, fui por muitos anos do grupo dos otimistas, assim como a grande maioria da torcida coral, cegos e loucos, sempre defendendo, sempre acreditando. Virei casaca. Desde a desclassificação na Série D de 2009, passei para o grupo dos esperançosos, aqueles que acreditam desconfiando, mas também acreditam.

Afirmo com clareza nas palavras, esse time não me encanta e não me ilude. Mas, é o meu Clube, são as três cores, e nessas horas de nada adianta encantamento, apenas vitórias. Ontem eles conseguiram, penaram, mas conseguiram. Assim como nos velhos tempos, com dificuldades, com alguns “privilégios” (duas expulsões), mas também com muita raça, paciência e determinação.

Agora faltam quatro jogos, série D é assim, igual a Copa do Mundo, você vai fazendo a contagem regressiva a cada rodada e vai seguindo, se tropeçar na hora errada dança e faz as malas , se dançar conforme a música e com o regulamente embaixo do braço, segue e levanta a taça.

Pra isso precisamos do maestro certo, e tenho que admitir, ninguém melhor que Givanildo Oliveira. Parece que ele nasceu pra tirar os Clubes dos buracos que se encontram. Como sempre, antes de dormir, faço minhas reflexões, e a de ontem foi essa: Por quê não trouxeram o velho Giva antes??? Era dele que o Santa Cruz precisava desde sempre. Da sua motivação, da sua chatice, da sua falta de modéstia, da sua confiança e da sua paciência.

Sei que treinador sozinho não ganha jogo e sei que o elenco é limitado. Mas, também sei que domingo o Arruda será pequeno pra massa coral, que novamente será o 12° jogador nessa conquista e empurrará o time pra mais uma importante vitória. Vitória de 6 pontos essa, que não poderemos de maneira alguma deixar escapar de nossas mãos.

A torcida precisa desse presente pra acreditar que “O Tricolor Voltou” e aí sim, voltar a ser realmente otimista e confiante.

Hoje, apenas confio no trabalho e na competência do Givanildo, daqui há 7 dias, espero muito escrever que confio na força e na garra desse elenco. Mesmo que não me encantem, mesmo que não goleiem, mesmo que seja na dificuldade, apenas quero que me façam voltar a acreditar que é possível chegar lá. Sem apagões e sem medo.

Domingo todos os caminhos nos levam ao Arruda.

Saudações Corais!!!

Obs: Mais Querido - Opinião é um projeto piloto desenvolvido pelo Blog dos Números, com coluna semanal escrita por Danielle Leal. A logomarca e título da coluna ainda podem sofrer alterações.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mais Querido - Opinião: Chega de lamentações! É preciso mudar!!!

Já faz um tempo que o Adethson me convidou pra assinar uma coluna no Blog dos Números, deixei claro que toparia desde que fosse semanal, então ficamos de conversar depois. Veio a Copa do Mundo, tudo foi adiado, mas ontem, por telefone, acertamos tudo. A partir de hoje, todas as segundas, vou postar em palavras o meu sentimento quanto a realidade santacruzense dentro e fora de campo.

Sem muitas formalidades e apresentações, acho que é suficiente dizer que sou mais uma louca apaixonada pelo clube das três cores, assim como a grande massa pernambucana. Danielle Leal, Dani, ou ainda Dani Tricolor, da maneira que você chamar saiba que eu atendo. Mas vamos ao que interessa.

Permitam-me hoje, mesmo depois de um jogo de estréia, não falar de táticas e técnicas. Não quero falar do esforço do Jackson, da vontade do Victor Hugo, dos passes errados, das falhas defensivas, e muito mesmo das lambanças do Brasão.

Dizem que na vida a primeira impressão é a que fica. Mas quando se fala de Santa Cruz ela não apenas fica como eterniza-se. Mais uma vez a história se repete e não precisamos ser videntes, polvo ou profeta. Sinceramente, já faz um tempo que desisti de tentar entender o que acontece com o Clube, resolvi classificar como um carma (Karma).

Karma, palavra que nem existe no Aurélio, usada em âmbito religioso para tentar explicar o inexplicável. Na física, seria algo tipo: "Para toda ação existe uma reação de força equivalente em sentido contrário.” E na vida, no popular mesmo, é mais ou menos assim: “Aqui se faz, aqui se paga!”.

Estamos a pagar. Pagamos o preço por eleger tais dirigentes e não termos força para arrancá-los de suas poltronas. Pagamos o preço por termos memória curta. Pagamos o preço da submissão. Da fraqueza. Pagamos por um fardo que não era pra ser nosso, mas eles fazem ser. Pagamos pela benevolência e inocência. Pagamos pra sofrer, pois quem ama sofre. Enfim, pagamos, pagamos, pagamos...

Ontem, no Arruda, fiquei questionando a minha sanidade. Torcer, insistir, acreditar e perder... Torcer, insistir, acreditar e perder... Definitivamente isso não é coisa de gente sã.
Falar da torcida já ficou cansativo. Fingir que não existe não conseguimos. Mas está ficando chato Santa Cruz, está perdendo a graça, a magia, o brilho, a crença, a fé...
O Santa Cruz é o clube que leva ateus a rezar, católicos a desacreditar e evangélicos a xingar. Isso não pode ser normal, precisamos mudar.

Mudar. Palavra que assusta. Eis o “x” da questão. Tememos mudanças, enquanto eles não temem a nada. Torcedor, o clube é nosso, não podemos esperar de braços cruzados, a mudança depende de nós. Já que o comprometimento e o respeito do outro lado é zero, cabe a nós transformar essa história.

Chega de lamentações. União é a palavra. Não cabe a mim dizer o que deve ser feito, apesar de ter tudo bem esclarecido em minha mente. Faltam apenas alguns corajosos e decentes.

Saudações Corais!!!

Obs: Mais Querido - Opinião é um projeto piloto desenvolvido pelo Blog dos Números, com coluna semanal escrita por Danielle Leal. A logomarca e título da coluna ainda podem sofrer alterações.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Opnião e Análise: Encontro poderia ser evitado

Crítica é um processo que pode ser interpretado de diferentes formas. Depende de quem emite, depende de quem recebe. A verdade é que uma crítica só vale a pena se realmente conseguir trazer melhora para o alvo. Fora isso, é apenas conflito, gasto de tempo. O Campeonato Pernambucano vem sofrendo muitas críticas nos últimos anos, por diferentes fórmulas e tentativas de equilibrar a disputa, principalmente dando chance para que os três times da Capital sobrevivam até os momentos finais do certame. Há quem apoie, há quem condene. A fórmula atual, interessante em seu sistema de disputa, próximo aos moldes do Campeonato Paulista, com suas devidas adaptações, traz como ingrediente principal a disputa em pontos corridos em uma fase classificatória e na sua continuidade cruzamento de semifinais e finais. Com isso, acaba-se o conceito de turno e returno, enraigado na cultura do futebol pernambucano desde 1938 e até 2009 disputado continuamente. O que muda? A princípio, podemos destacar a importância da 11ª rodada, a necessidade de manutenção de desempenho, porém o que mais chama a atenção é o encaixe de jogos e datas visando apaziguar as verdadeiras batalhas entre torcidas que são presenciadas na capital pernambucana. Uma fase classificatória em pontos corridos, significa dizer que não é necessário que sejam realizados jogos com os 3 grandes na capital na última rodada e aí foi um dos pecados cometidos pela FPF na sua tabela. A 22ª rodada marca o Clássico dos Clássicos (Náutico x Sport) nos Aflitos e Santa Cruz x Salgueiro no Arruda. Ambos, no domingo, 16 horas. Poderia ser evitado com a simples inversão do mando de campo do Santa Cruz em relação a 11ª rodada, uma vez que naquele momento, o jogo do Arruda poderia ser antecipado para o sábado. Não existia obrigatoriedade de sincronizar data e horário, como na última e decisiva rodada (que vale a vantagem pela 2ª posição). Esse privilégio não existia nos moldes de turno e returno e não foi aplicado na estruturação da tabela. Uma tabela de pontos corridos deve ser desenhada de trás para frente, pensando nos jogos decisivos e situação-problema (como é o caso específico), mantendo o equilíbrio da disputa e a distribuição de jogos em seus mandos de campo. São pequenos pecados que podem e devem ser pensados e guardados para que sua correção plena seja aplicada na edição seguinte do certame. O tipo do erro que merece ser destacado e aceito como parte do processo de aperfeiçoamento. Fica a dica.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Opnião e Análise: Picareta pode se dar mal...

Durante a semana muito se falou sobre a cena de vandalismo da torcida Fanáutico em agressão a torcedores de Santa Cruz do Capibaribe, em partida válida pelo Campeonato Pernambucano 2010, que terminou empatada por 4x4, nos Aflitos. Circulou fortemente na internet fotos de um jovem arrebentado, supostamente pela pancadaria promovida pela torcida, de modo que trouxe manifestações de boa parte da sociedade, recriminando os atos de vandalismo e procurando os culpados pelo verdadeiro "massacre". Agora, imaginem se de repente, fosse descoberto que tudo não passava de uma brincadeira? De um trote formentado por "babacas" com o único objetivo de promover um site medíocre e sensacionalista. Não, não...mas a culpa é da fonte (provavelmente Arial). Você acredita? Pois bem, ao que parece, existe uma forte tendência para que isso se confirme, que tudo tenha sido uma armação em prol de "um minuto de fama" alcançado através da replicação da tragédia dos outros. Já não se confirma se há veracidade ou não nos fatos e nem se explica porque se colocou uma foto falsa. Segundo o site, foi um pequeno "erro" na postagem, na hora de escolher do banco de dados (como são desatentos, hein?. Algo do tipo publicar o gol do Sport com a foto de um gol marcado pelo Flamengo...um errinho básico de banco de dados..). Será? Das duas uma: ou tenta criar algo que não aconteceu ou tenta dimensionar exageradamente uma situação que pode não ter gerado o impacto mostrado pelas imagens. Para o bem da comunicação, torcemos para que a segunda hipótese seja confirmada. Bandidagem talvez seja o conceito mais próximo que se possa rotular dessa brincadeira, em momento que as pessoas sérias lutam para estabelecer a paz e a normalidade nas partidas de futebol. Ser cretino o suficiente para "brincar" com os fatos merece no mínimo um sol quadrado por 6 meses até 1 ano, conforme prevê a lei. Deixa disso. Deixa de tentar aparecer sem ter conteúdo. Deixa de mexer com algo sério. Deixa de inflamar questões sociais. Imaturidade que deve ser banida, reprimida e devidamente punida. Agora, procura-se desesperadamente as vítimas, para que consiga se provar que realmente houve a notícia. Que a fonte não era nenhum "brincalhão" curtindo a ressaca pós-carnaval. Particularmente, tenho minhas restrições ao que representa a Torcida Organizada nos campos de futebol. Acredito que é difícil harmonizar interesses e também vejo muitos bandidos infiltrados, manchando a própria imagem da TO. É difícil controlar e o processo de recuperação de imagem vai ser lento senão letal. Mesmo assim, tão criminoso quanto os atos publicados é criar uma notícia sobre tal. Vamos aguardar a apuração definitiva dos fatos....

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Análise: Nordestão, por que não?

A temporada 2009 não foi positiva para o futebol nordestino. Na reta final das competições, um cenário nada agradável. Na Série A, o Vitória cumpriu uma discreta campanha, enquanto a dupla pernambucana (Náutico e Sport) foi presença constante na luta contra o rebaixamento. Na Série B, 5 dos 6 clubes da região criaram raízes nas últimas posições, tendo o Ceará como único time de fato competitivo. Entre as boas notícias, ASA e Icasa conseguiram a promoção da Série C para D, mas vale lembrar que as chaves regionalizadas já apontavam para esse desfecho (a disputa direta era contra a região norte), enquanto o Alecrim foi o único que se salvou nas desastrosas campanhas de nossos representantes na Série D. Amadurecer um modelo de rivalidade regional qualifica a competitividade, cria melhores expectativas financeiras e eleva as grandes equipes locais a um patamar bem mais acirrado que os modelos de competição estadual, que por vezes acabam nivelando por baixo seus participantes, reflexo percebido nas campanhas de disputas nacionais. Entre as propostas que poderiam ser aplicadas, o Blog dos Números estudou uma possibilidade que envolveria a participação de até 24 equipes (organizadas através de critérios técnicos e distribuídas através de quotas para cada estado) e utilização de 18 datas. Como exemplo poderíamos ter Pernambuco, Bahia e Ceará, cada um com 4 vagas, Sergipe, Piauí e Maranhão com 2 e os demais estados com 3. Os grupos seriam mesclados, com a primeira etapa (6 grupos de 4, jogos de ida e volta) obedecendo critérios geográficos e na segunda fase os dois melhores de cada grupo formariam quadrangulares (2, com jogos de ida e volta) que apontariam os finalistas da competição. Outros tantos modelos (2 grupos de 8, por exemplo, com semifinais e finais) poderiam ser adotados com menos equipes e até mesmo menos datas, mas que garantisse pelo menos uma série de 10 a 14 jogos para todos os participantes. E os estaduais? Uma proposta seria uma fase eliminatória com os times que não estivessem inseridos no Nordestão daquele ano. Na etapa seguinte, os melhores classificados formariam quadrangulares (1 ou 2), em modelo de semifinal (onde os vencedores disputariam o título), não usando mais do que 8 datas. Organizados, os times em comum acordo com as federações poderiam discutir propostas com a CBF para readequar o calendário e encaixar as datas excedentes, utilizando, por exemplo, as brechas de datas reservadas para competições como a Sul-Americana e até mesmo a Copa do Brasil. O projeto do Nordestão é viável, sim. Precisa ser planejado, comercializado e amadurecido, para que de fato deixe de ser um sonho e apareça como parte da solução necessária para reerguer os nossos times.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Opnião e Análise: Ainda vivos

O futebol pernambucano deu sinal de vida na Série A, acreditem. Dois resultados importantes na luta contra o rebaixamento que fatalmente escolherá um de nossos representantes para fazer parte da Série B 2010. É de se lamentar, mas não de se estranhar. A temporada 2009 teve início com a promessa de um Sport forte, com cara de candidato ao G-4 (quatro melhores equipes da competição), observação respaldada pelo "banho" que deu no estadual e a boa campanha da Libertadores. Porém, com o sonho do título continental, também foi embora o espírito vencedor do Leão. Atolado nas últimas posições, o Sport só conseguiu dar sinais de recuperação no returno, porém de forma tímida, pondo em grande risco a chance de permanência dos rubro-negros. O time não conseguiu fazer sequer o dever de casa e pagou caro pela falta de garra. O resultado diante do Goiás, assim como já ocorera contra o Grêmio, pode ser o sinal que uma vitória como visitante esteja próxima, mas até quando se poderá esperar? O Náutico, por sua vez, não apresentou novidades, sendo sério candidato ao rebaixamento. O estigma de incaível criado nas 2 últimas temporadas pode ser um trunfo para o Timbu nos jogos finais. A vitória sobre o Palmeiras certamente deixou seus adversários diretos com uma pulga atrás da orelha...será mesmo que o time alvirrubro é a prova de queda? Milagres não faltam e o raio caiu 2 vezes seguidas no mesmo canto...sinistro. O que não muda no entanto é a certeza que as campanhas de hoje, são reflexos de um planejamento deficiente, falta de continuidade e retrato econômico da região. Sem dinheiro para grandes contratações, os clubes ainda não amadureceram o suficiente para concentrar mais esforços na base, seu celeiro em potencial para produzir craques. Ao que parece, apresenta-se como a solução mais viável e os frutos deverão ser colhidos apenas no médio prazo. Vale ressaltar que, cuidar da base não é só manter um time sub-20 em atividade, mas cuidar da melhor forma possível para que o preparo físico, técnico, tático e psicológio estejam em sintonia, além de planejar saídas para o excedente, onde promessas podem ser melhor trabalhadas em parcerias alternativas, dando ritmo e espaço para esses atletas. Voltando para o presente, nos restam 9 rodadas, mais uma vez com recheio de emoção, não pelo título, mas pelo desespero de queda. Pena. Quem sabe um dia, não tão distante, o foco do debate seja a chance de título...quem sabe?

domingo, 11 de outubro de 2009

Pernambucano 2010: A nova fórmula

O Campeonato Pernambucano de 2010 vai ser disputado sob nova fórmula, com a volta de finais obrigatórias e incremento de semifinais entre as 4 melhores equipes do campeonato. Dos 12 clubes que irão participar do certame, apenas o Sport foi contra o novo regulamento e absteve-se na votação. A mudança em relação a temporada 2009, chega coberta de polêmicas e uma certa ameaça de disputa jurídica. Longe das questões legais, a equipe do Blog dos Números aprova a nova fórmula de disputa, responsável por mais emoção na reta final, mesmo que o modelo prejudique a equipe mais eficiente da temporada regular. O mata-mata coloca em risco sua campanha em uma disputa de 2 jogos e o ideal tecnicamente seria uma disputa única em pontos corridos. A decisão, em tese, favorece a Náutico e Santa Cruz, times que desde 2007 não oferecem perigo ao título do Sport, que entrará na competição em busca de seu segundo pentacampeonato. O Timbu não ganha sequer turno no estadual desde 2004 e o Santa Cruz tenta se recuperar da maior crise de sua história, iniciada em 2006. CURIOSIDADE... Será instituído o título de campeão do interior disputado entre as equipes que terminarem entre a 5ª e a 8ª posição. Porém, existe um detalhe a ser observado.... a) A capital é representada por 3 equipes. Para as semifinais, necessariamente uma equipe do interior estará representada e....não poderá ser a campeã do interior. b) Nada impede que um clube da capital faça uma má campanha e não termine entre os 4 primeiros colocados, disputados os 22 jogos iniciais. Sendo assim, Náutico, Santa Cruz ou Sport podem levantar o título de campeão do interior. MAS.... O Blog dos Números torce para que o campeonato 2010 seja um sucesso e que tanto as equipes da capital, como do interior, possam sair fortalecidas, refletindo boas campanhas na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro.

sábado, 10 de outubro de 2009

Série A_2009: Internacional despencou no returno

O Internacional de Porto Alegre foi a equipe que teve a maior queda de rendimento nas 9 rodadas iniciais do returno, comparada com a largada da competição. O time gaúcho que nos primeiros 27 pontos disputados somou 20 (74,07% de aproveitamento), conseguiu acumular apenas 10 pontos no returno, reduzindo em 50% seu aproveitamento na reta final do Brasileirão (37,04%). Entre todas as equipes participantes, o Colorado apresentou a queda mais brusca. A equipe antes comandada por Tite perdeu mais do que o dobro de pontos do que qualquer um de seus adversários, sendo o destaque negativo do returno. Fora o Inter, também cairam de produção o Barueri (5 pontos a menos que no turno), Goias (4), Atlético-MG (3), Corinthians (3) e Fluminense (3). OS TIMES PERNAMBUCANOS O Sport melhorou seu desempenho pulando dos 8 pontos conquistados no início da competição e cravando 11, saindo de 29,63% de aproveitamento para 40,74%. Apesar da melhora (que garantiria o time facilmente na disputa por uma das vagas na Sul-Americana), o incremento não foi suficiente para tirar o Leão da zona de rebaixamento, convivendo no momento com séria ameaça de queda para a próxima temporada. O Náutico não apresentou avanços. Marcou os mesmos 8 pontos iniciais e deposita todas as suas fichas na reta final da competição, período em que teve um melhor aproveitamento. A equipe alvirrubra somou 9 pontos entre a 13ª e a 18ª rodada (mais de 1/3 da pontuação total) e acredita na possibilidade de melhorar sua pontuação nos últimos jogos da Série A. Santos e Santo André também igualaram a pontuação das 9 rodadas do turno com o returno. POR CIMA O Cruzeiro foi quem mais evoluiu na dança dos pontos na análise comparada dos 2 turnos da competição, saindo dos modestos 10 pontos para 17 no returno. Não por acaso faz a melhor campanha da segunda fase, ao lado do Palmeiras. São Paulo (6 pontos a mais) e Coritiba (5), dão seqüência aos times que melhoraram sua performance na fase decisiva, que ainda aponta o próprio Sport, ao lado de Botafogo e Atlético-PR como outros times que mais evoluíram. TOMA LÁ DA CÁ... Somando apenas os pontos das 18 rodadas (9 primeiras do turno, 9 primeiras do returno), Palmeiras e Atlético-MG foram os mais eficientes nesse período da competição, ambos somando 33 pontos, seguido de Vitória (31) e Internacional (30). Por outro lado, Avaí e Náutico foram os times que menos marcaram pontos, ambos somaram 16, menos de 1 ponto por partida. Botafogo e Fluminense (ambos com 17), completariam a zona dos rebaixados. Sport e Atlético-PR apareceriam logo acima com 19 pontos. A RETA FINAL... O que aconteceria se os times repetissem a pontuação dos 10 últimos jogos? O mais beneficiado seria o Avaí, sem dúvida, que marcou 23 pontos e ao lado do São Paulo teve o melhor desempenho nos 30 últimos pontos disputados do turno. O Blog dos Números fez um cruzamento dos pontos obtidos nas 28 primeiras rodadas com os 10 últimos jogos do turno. Propositadamente, não levamos em consideração o mando de campo, mas apenas o desempenho e pontos conquistados pelos times. O Palmeiras seria campeão com 75 pontos, tendo como seu mais próximo seguidor o São Paulo (72), ambos com boa diferença sobre Goiás(66) e Internacional (64). Avaí terminaria em 5º (62), tendo Atlético-MG (61), Grêmio (57), Flamengo (55), Santos (52), Atlético-pR (51), Barueri (51) e Cruzeiro (51) completando as equipes classificadas para a Copa Sul-Americana. O Corinthians já na Libertadores 2010, terminaria com 53 pontos. O Vitória seria o primeiro da turma do "Limbo", com 49 pontos e o Botafogo ultrapassaria o Coritiba, com a equipe carioca marcando 45 pontos contra 43 dos paranaenses. Enfim, a turma dos rebaixados, com um enorme hiato diante dos demais concorrentes. Náutico e Santo André empatariam com 36 pontos, 7 a menos que o 16º colocado. Sport e Fluminense não chegariam a 30 pontos. O Leão estacionaria nos 29 e o Flu daria vexame com apenas 27 pontos. Enfim, não seriam necessários mais do que 37 pontos para livrar-se da queda e a dupla pernambucana estaria de volta à Segundona....

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Análise: Esquenta a briga contra a degola

A Série A do Campeonato Brasileiro de 2009 promete muita briga, tanto na parte de cima da tabela, com 3 a 4 times brigando pelo título, mas principalmente pela luta contra o rebaixamento, que apresenta pelo menos dois tradicionais times do futebol brasileiro com riscos significativos de queda. Após 207 partidas realizadas, 6 times brigam diretamente para não cair e pelo menos outros 4 sofrem ameaça mais discreta. Sport e Fluminense vivem a pior situação. Com apenas 16 pontos conquistados em 21 jogos, vão precisar se desdobrar para tirar uma diferença de 6 pontos contra o Coritiba (atual 16º), além dos 5 pontos que já distanciam as duas equipes de Náutico e Botafogo, os outros times que formam a zona de rebaixamento. Duas equipes convivem com o fantasma, mesmo estando no momento fora das 4 últimas posições: Coritiba e Santo André.
O DESAFIO DOS DESESPERADOS O time do ABC se deu bem nos confrontos diretos contra Botafogo e o próprio Coritiba e chegou aos 24 pontos. Mesmo assim, ainda não deu sinais suficientes de que possa fugir dessa briga definitivamente. Encara nas próximas rodadas Flamengo (F), Atlético-MG (C), Santos (F) e São Paulo(C), até novo jogo decisivo diante do Sport, na Ilha do Retiro. O Coritiba não vem bem. Conseguiu importantes vitórias diante do Fluminense e em seguida Palmeiras (19ª e 20ª rodada), mas ainda não convenceu. O time pouco conseguiu nos 10 últimos jogos e deve brigar até o fim, sem muitas chances de respirar. O Náutico melhorou com Geninho, mas terá jogos complicados em seu reduto. Vencer o Atlético-PR pode ser decisivo. Depois, um confronto mais que direto contra o Fluminense (no Rio), e duas pedreiras em casa: Grêmio e Atlético-MG. Confronto direto em Recife apenas contra o Sport, um clássico local. O Botafogo não vence há 5 jogos. Vai encarar Cruzeiro e Grêmio no Rio, nas duas próximas rodadas, com expectativas nada animadoras. Depois, visita o Sport no Recife e joga clássico dos desesperados diante do Fluminense. Para o Sport, a ordem é somar pontos, seja na Ilha, seja fora. O time deixou escapar boas chances diante de São Paulo e Barueri, pontos que podem fazer falta. Agora, visita o Atlético-MG, depois joga com o Botafogo (C). Flamengo (F) e Atlético-PR (F), até encarar o Santo André. Pontos fora de casa podem motivar o time a reverter o quadro. Mesmo com igual quantidade de pontos do Sport, o Fluminense parece o time que mais se aproxima da Série B. Não consegue reagir nem mesmo quando joga no Rio. Nos últimos 16 jogos, apenas uma vitória, a goleada sobre o Sport, 5x1. Com uma situação mais confortável, Vitória (28 pontos), Santos (28), Cruzeiro (27), Atlético-PR (27) e Flamengo (27). Até a 30ª rodada, pelo menos dois deles devem ficar mais distantes do risco de queda e um outro deve entrar na luta contra a degola. Vitória e Flamengo apresentam fraco desempenho nos 6 últimos jogos, ambos somando apenas 4 pontos. TENDÊNCIAS Com 51 empates em 186 jogos (até o momento, considerando os jogos exclusivos do 1º turno), o 1º turno na temporada 2009 apresentou aproveitamento menor do que nos dois anos anteriores (92,11% e 92,28% em 2007 e 2008, respectivamente). Próximo ao que ocorreu em 2006 (90,53%). Menor percentual de aproveitamento indica uma tendência de distribuição de pontos abaixo dos anos anteriores, quando o 17º colocado cravou 44 pontos. Em 2006, a Ponte Preta (17º colocado) somou apenas 39 pontos. Além disso, o aproveitamento médio dos times da zona da degola em 2009, no 1º turno, é de apenas 28,83%, abaixo dos anos anteriores (36,84% em 2006 e 29,82% nos dois anos seguintes). Esses aspectos reforçam a expectativa de uma pontuação menor do 17º colocado. Pelo desempenho atual, o 17º lugar da temporada teria 40 pontos ao final dos 38 jogos. Essa é apenas uma previsão linear. Porém vale ressaltar que, no returno, todos os times do "fundo da tabela" já pontuaram, somando dois ou mais pontos, exceto o Fluminense. A briga vai esquentar...

domingo, 9 de agosto de 2009

Análise: Longe de ser milagre, Santa busca vaga

O que poderíamos definir como milagre? Algo que não teria explicação científica? Algo que dependeria de uma força superior para sua ocorrência? Algo além do poder humano? Talvez todas essas reflexões seriam uma forma de tipificar um evento como milagre, mas quando se trata do futebol e especificamente das chances de classificação do Santa Cruz para a próxima fase da Série D, esse conceito passa longe, bem longe. Primeiramente, vale ressaltar que de fato o Santa Cruz é o único time entre os 4 participantes do Grupo 4 que não depende apenas de si para garantir a classificação (O CSA caso vença por 3 gols de difença estaria classificado independente do resultado de Aracaju). Porém, a combinação necessária para o Santa Cruz ainda não contém nenhum aspecto mirabolante ou utópico que reforce o rótulo de "milagre". O Sergipe joga em casa? O time venceu o Santa Cruz duas vezes no quadrangular? Sim, verdade. Porém, tirando os dois jogos que realizou contra o tradicional time pernambucano, é verdade também que o alvirrubro sergipano só marcou 1 ponto em 3 duelos diante do próprio Central e CSA. É importante ressaltar também que a equipe do Central, além de líder, permanece invicta na competição, marcando 9 pontos através de 3 vitórias e 3 empates. O empate pode servir a Patativa? Sem dúvida, porém o risco de sofrer um gol e ver a classificação escorrer das mãos também existe. O Santa depende de uma vitória simples no Arruda, combinada com uma vitória por qualquer diferença em favor do Central no Batistão. Jogando em casa diante do mesmo time que conseguiu bater em Maceió, seria perfeitamente normal a expectativa de um novo triunfo diante do CSA, contando com o já rotineiro apoio da torcida do "Mais Querido". O triunfo do Central talvez se constitua na parte mais difícil da classificação Coral. Um jogo em que o melhor resultado para o Santa Cruz não é propriamente o melhor resultado para o time caruaruense, apesar do incentivo financeiro costurado nos bastidores. O Santa aposta todas as suas fichas numa única combinação, em nove possíveis. As chances matemáticas são de 11,1% e certamente conspiram contra o Santa Cruz, mas nada que possa sequer se aproximar do conceito de "milagre". Avante Santa Cruz!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Conversa em Retalhos: A bola vai rolar

Dentro de poucas horas, a bola rola na Ilha do Retiro. Sport e Acadêmica Vitória dão início à 95ª edição do Campeonato Pernambucano. O Sport é o papão de títulos, com 37 conquistas, contra 24 do Santa Cruz e 21 do Náutico. Fora desse trio, o time que mais vezes foi campeão é o América, com seis conquistas. O Leão tenta ser tetra para chegar ao penta, ao hexa e ao hepta. O objetivo é acabar com essa história dos alvirrubros de que hexa é luxo. O pessoal da Ilha nega, mas no fundo, no fundo, todos têm esse pensamento. A Acadêmica Vitória, é como aquele célebre samba do pernambucano Carlos Pena Filho, que diz “você tem quase tudo dela, o mesmo perfume, a mesma flor...” Pois é, as cores são as mesmas, o escudo praticamente o mesmo, o estádio idem. O que muda mesmo é o nome. O clube anterior era Associação Desportiva Vitória. O atual é Associação Acadêmica Vitória. A mudança foi causada pelo mesmo motivo que levou Fernando Bezerra Coelho a criar o Santa Cruz S/A: inviabilidade financeira. É esse o time, para uns o Vitória, para outros a Acadêmica Vitória, que encara o Sport neste sábado, às 15h30, na Ilha do Retiro. A TV Globo, parceira permanente dos clubes no certame estadual, vai mostrar o jogo. O time de Vitória de Santo Antão fez 26 contratações. A atração principal é o volante Índio, que foi campeão mundial pelo Corinthians. À frente da equipe, um velho conhecido, Peu Santos. O Sport conta com a equipe do ano passado, posto que Paulo Baier e o retornado Hamilton não tem ainda condições de estrear. O Leão é favorito, mas não pode entrar em campo com a certeza da vitória porque o Tricolor das Tabocas promete fustigá-lo. e-mail para contato: moraesaragao@yahoo.com.br

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

O que aconteceu com o "Caldeirão"?

Os Aflitos deixou de ser sinônimo de caldeirão timbu, pelo menos em se tratando de Brasileirão. Os números mostram que no momento atual, a casa dos alvirrubros tem surtido pouco efeito nos adversários, conforme acontecia em passado recente. Se considerarmos as campanhas alvirrubras desde 2004, onde a equipe se lançou decididamente a um lugar na Série A, chegando sempre nas cabeças da competição, até o acesso em 2006, vamos notar o quanto o poder de fogo como mandante tem sido reduzido para o Náutico, em sua nova realidade no Brasileirão. Em 2004, a equipe comandada por Zé Teodoro realizou 15 jogos nos Aflitos. Foram 13 vitórias, 1 empate e 1 derrota (Ceará), com aproveitamento de 88,89%. Mesmo tendo fracassado na reta final da competição, , o Timbu venceu 11 dos últimos 12 jogos nos Aflitos, empatando apenas para o Marília. Em 2005, a equipe sofreu um duro golpe. Além da derrota para o Grêmio, o time foi batido por Santa Cruz (2 vezes, uma na fase classificatória e outra no quadrangular final), e Portuguesa ( primeiro quadrangular decisivo). Apesar de perder a classificação em casa (perdeu os 2 últimos jogos que disputou nos Aflitos), os alvirrubros tiveram aproveitamento de 70,83%, com 11 vitórias, 1 empate (Ceará) e 4 derrotas, em 16 jogos. A equipe foi comandada por Roberto Cavalo. A Série B 2006 foi quase perfeita para a torcida, que tinha certeza de vitórias no Caldeirão. Afinal, em 18 jogos foram 15 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota (ainda no início da competição, para o Vila Nova). Apesar de ter no comando técnico 3 nomes (Roberto Cavalo - 2 jogos; Paulo Campos - 12 jogos e Hélio dos Anjos - 4 jogos), o time teve 87,04% de aproveitamento e motivos de sobra pra comemorar, conquistando uma das vagas de acesso. SÉRIE A.... A Série A mudou a força dos Aflitos, que após presenciar a vitória perante o São Paulo, sentiu a sequência de 7 partidas sem vitória. No meio do caminho, Paulo César Gusmão (4 jogos) deu lugar a Roberto Fernandes que apesar de não ter vencido os seus 4 primeiros desafios nos Aflitos (incluindo a derrota para o Cruzeiro, 4x1, que marcou uma crise na relação Náutico-Kuki), aos poucos foi retomando a confiança do torcedor... Quebrou o jejum contra o Figueirense, mas foi após o "heróico" empate com o Internacional, que o Timbu abriu uma sequência de 5 vitórias seguidas como mandante, e fechou a temporada com 7 vitórias nos 8 últimos jogos. Em 2007, o aproveitamento nos Aflitos foi de 54,39% (9 vitórias, 4 empates e 6 derrotas) e 87,50% nos 8 últimos jogos (só não venceu o Santos). 2008 Na temporada atual, o Náutico deu a idéia que poderia voltar a amedrontar seus adversários, vencendo os 3 primeiros jogos (Goiás, Botafogo e São Paulo), sendo o primeiro sob o comando de Roberto Fernandes e os dois seguintes sob a batuta de Leandro Machado. A derrota para o Sport foi a única e decisiva partida em que Machado fracassou nos Aflitos. Deu lugar a Pintado, que nos 3 jogos que disputou nos Aflitos, marcou apenas 1 ponto. Roberto Fernandes volta, o time reage e vence o Santos, quebrando sequência de 4 partidas sem vitórias "em casa". Durou pouco. Derrota para o Fluminense e empate para o Grêmio em seguida. O Náutico derrota o Ipatinga e depois marca 2 pontos em 9 disputados, empatando com o Palmeiras, perdendo para o Flamengo e tropeçando na Portuguesa... O aproveitamento do Náutico nos Aflitos na Série A 2008 é de 45,24%, com 5 vitórias, 4 empates e 5 derrotas. Depois do retorno de Roberto, o desempenho ainda cai para 42,86%, com 2 vitórias, 3 empates e 2 derrotas (Flamengo e Fluminense). Os mais fanáticos podem argumentar que Série A é outra competição e que o equilíbrio de forças traz esse desempenho como consequência. Será? Esse ano, entre os times que são candidatos ao rebaixamento, Portuguesa tem 60%, Atlético-PR aparece com 56,25% e até mesmo o Ipatinga crava 50%. Enfim...os Aflitos já não é o mesmo....de quem será a culpa?

domingo, 26 de outubro de 2008

Análise: Náutico tropeça nos confrontos diretos

Seguindo uma comparação já traçada pelo amigo Roberto Vieira (www.oblogdoroberto.zip.net), que em seu belíssimo Blog destaca um campeonato à parte, denominado como "O Brasileirão do Náutico", o Blog dos Números analisou o desempenho dos confrontos diretos, excluindo 2 times da lista de RV, Atlético-MG e Santos. Se analisarmos atentamente os números e tendências, é bem provável que o Fluminense em breve saia também da lista dos desesperados, mas essa certeza matemática ainda não existe e seu posicionamento também o relaciona na luta contra o purgatório. Com 34 pontos, Fluminense e Figueirense ainda têm alguma sobra para respirar nessa briga. Não muito, apenas 2 pontos. A diferença entre os dois é que enquanto o Fluminense marcou 18 pontos no 2 turno (10ª melhor campanha), o Figueira fez exatamente a metade e tem o pior desempenho do returno. Na linha limite, Náutico e Portuguesa brigam ponto a ponto pela 16ª posição, ambos com 32 pontos. Pesa contra o Náutico uma série de 6 jogos sem vencer e o tenebroso desempenho como mandante. A Lusa vem com moral após ter vencido o atual líder Grêmio e empatado com o próprio Náutico. Se depender do desempenho do 2º turno, tanto Náutico quanto Portuguesa não vão muito longe, já que nos 12 últimos jogos pernambucanos e paulistas ocupam a 18ª e 19ª posição, respectivamente. Atlético-PR (31) e Vasco (30) também esquentam a briga e as vitórias conquistadas na 31ª rodada deixam ambos bem vivos para a reta final. Completa a lista o Ipatinga (28), que foi goleado por 3x0 para o Botafogo, no Ipatingão. Quando comparamos os confrontos diretos, quem se dá melhor é o Figueirense, que em 9 jogos marcou 18 pontos, com aproveitamento de 66,7%. Atlético-PR (13 pontos, 9 jogos, 59,26%) e Fluminense (13 pontos, 8 jogos e 54,17%) também partem em vantagem. O Náutico marcou 12 pontos em 10 jogos e tem aproveitamento de apenas 40%. Dos 6 adversários, enfrentou 5 nos Aflitos, vencendo apenas o Ipatinga (2x0). Empatou com Vasco (1x1) e Portuguesa (1x1) e se deu mal diante de Figueirense (1x2) e Fluminense (1x3). Resta enfrentar o Atlético-PR. Com apenas 33,33% de aproveitamento com mandante (5 pontos em 5 jogos), o Náutico é o pior mandante desse "Heptagonal da morte", sendo superado de longe pelos demais concorrentes. Quem mais se aproximam desse "desempenho" é o Vasco, com 46,67%. A situação só não se agrava por conta de uma produção um pouco melhor quando está longe de Recife, conseguindo vencer os dois cariocas, Fluminense (2x0) e Vasco (3x1), além do empate contra o Ipatinga. Restam dois jogos decisivos, diante de Figueirense (F) e Atlético-PR (C), onde os 6 pontos devem ser visados como único objetivo, uma vez que a margem de erro no momento é mínima. Nos outros jogos, tem confrontos complicados diante de Internacional (venceu os 4 últimos encontros como mandante na temporada), Coritiba (não vive um bom momento) e Santos(não perde em casa há 7 jogos), todos na casa do adversário. Em Recife encara Vitória (vive um momento irregular) e Cruzeiro (costuma a dar trabalho como visitante, além de estar na briga pelo título). Independente de todas as contas e comparativos, resta aos alvirrubros lutar com afinco por cada ponto, encarando verdadeiramente cada partida como uma decisão, fato que não ocorreu nem de perto no duelo contra a Portuguesa. Obs: Para melhorar a visualização dos gráficos basta clicar nas figuras

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Futeblog: Sport 2x2 Náutico - e todos saem felizes

No frigir dos ovos, ninguém saiu perdendo no clássico. E olhem que essa minha genial conclusão não se deve apenas pelo empate. Basta olhar na classificação, tudo segue na mesma: o Sport cumprindo sua maratona de amistosos e o Náutico “escapado” da zona de rebaixamento. Vi o jogo e gostei do que vi. Esperava um clássico insosso, mas me enganei. Com a graça divina! Um bom futebol e substanciais aditivos extracampo. Os “pitis” de Roberto Fernandes e Kuki renderam boas risadas. O empate foi justo pela produção dos dois times. O Sport começou melhor, mas não foi competente (vem sendo assim há tempos) na finalização e o Náutico aproveitou a chance que teve. Meia-hora de palmas para William, do lado alvirrubro, e Sandro Goiano, na corrente rubro-negra – os melhores em campo. William usou sua habilidade de forma produtiva e foi fundamental na jogada dos dois gols – mais que valido o esforço por sua manutenção no ano que vem. Sandro Goiano provou por A mais B que é o dono da vaga no meio-de-campo. Sabe marcar e organiza a saída de bola do time. Falta-lhe um companheiro na função de primeiro volante, pois Andrade ainda não mostrou utilidade. Do lado do Sport, Sidny e Wilson quase nada fizeram. Wilson ainda tem credito, pois fez alguns bons jogos e estava voltando de contusão. Porém ocupa uma função onde os olhos de critico da torcida vigiam: o ataque. Precisa produzir, marcar para ter paz. Vide Roger. Sidny quase nada fez. Não só no jogo como desde que aqui chegou. Corre todo o campo, mas sem um grama de eficiência. Por futuro, não é o jogador para a posição. Esperava mais de Ruy e Hamilton, no Náutico. Antes da expulsão de Roger, Bala não estava tendo tanta dificuldade para jogar com o cão-de-guarda alvirrubro em sua cola. Ruy é o craque do time e teve uma atuação discreta. Sem aparecer, mas sem comprometer, que seja dito. Tiago Medeiros é o editor do Futeblog, parceiro do Blog dos Números. Confiram o endereço: http://pe360graus.globo.com/blogs/futeblog.asp

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Análise: Nenhum vencedor, um perdedor

No clássico que terminou empatado, não houve nenhum vencedor (obviamente), contudo podemos dizer sim, houve um perdedor: Náutico. Quem prefere entender que o clube alvirrubro conquistou um ponto importante na casa do adversário e que manteve a 15ª posição, talvez não tenha percebido a gravidade do resultado de empate no momento da competição e porque os efeitos desse empate são bem mais sentidos pelo Timbu do que pelo Leão. Mesmo jogando em casa, o Sport não tinha nada a perder, também pouco a ganhar. Os leoninos estão levando a competição em águas mornas, esperando apenas seu encerramento para comemorar uma temporada para lá de produtiva, coroada com 2 títulos, sendo um deles nacional (Copa do Brasil). Dificilmente Sport sofrerá qualquer risco de rebaixamento e o objetivo moral de terminar entre os 4 primeiros já está completamente minado e na prática, inacessível. O jejum de 5 jogos incomoda, mas não tira o sono. JÁ O NÁUTICO.... O Timbu marcou apenas 2 pontos nos últimos 5 jogos (15 pontos disputados). Pouco para quem está desesperado para não figurar entre os 4 últimos colocados. Manteve a 15ª posição, porém não preservou a já curta diferença de 2 pontos que o separava da degola. Com os mesmos 31 pontos de Portuguesa e Fluminense, que nesses mesmos 5 últimos jogos marcaram 8 e 6 pontos, respectivamente, o Náutico patina em suas limitações e agradece aos "Deuses do futebol" os milagres de combinações de resultados que tiram os alvirrubros do R-4. O Náutico saiu perdedor no clássico por não ter conseguido administrar o placar favorável que construiu (1x0, até o final do primeiro tempo), muito menos a vantagem de ter um jogador a mais que o adversário, por 21 minutos ao longo do segundo tempo, até que Ticão conseguiu receber 2 cartões num epaço menor que esse e também foi para o chuveiro. A vitória seria interessante para o Sport, mas fundamental para o Náutico. Logicamente, os números da partida, mostram que o Leão dominou as chances do jogo, mandou no meio-campo e teria como resultado mais justo os 3 pontos. Foram 20 finalizações contra apenas 9 do Timbu. Enfim, os alvirrubros podem sair com a sensação de alívio, pelo que se desenhou da partida, mas para o campeonato....

domingo, 17 de agosto de 2008

Opnião e Análise: Elementar, meu caro Pernambuco!

Por Roberto Vieira O domingo foi de vexame para Pernambuco nas quatro linhas. Perdeu o Santa, o Sport, o Náutico, o Salgueiro e um tal de rumo. Mas alguém já reparou na seleção olímpica? Sei que não é grande coisa, mas alguém já reparou? Tem o Lucas e o Anderson. Tem o Ronaldinho. Tem o Rafael Sóbis e o Pato. O que todos eles têm em comum? Bingo! Todos são produtos das divisões de base gaúchas. Como Wellington. Vendido por 8 milhões de reais ao velho e sabido mundo. Senhor, será preciso usar bombachas pra entender que o segredo está na base? A Portuguesa vendeu Diogo por alguns milhões de euros. Sabemos que tem malandragem. Qualquer clube do sul e sudeste descola espaço na mídia. Vende mais caro que a gente. Mas, porca miséria! Será que dirigente faz negócio assim na sua empresa? Compra caro e mal. Vende barato e bom? Ah, um outro detalhe. O único pernambucano na seleção em Pequim é Hernandes. Esse Hernandes que as TVs cismam de descobrir pernambucano. Pois é. Chegou em São Paulo aos 16 anos. Para fazer testes no Juventus. Cadê os clubes daqui? Contratando bondes dali. Os atletas das divisões de base são tratados com desprezo e horror em nossa terra. Mas quando ficam famosos, tornam-se exemplos da raça: "Olha, o Josué nasceu ali na esquina!" Pra quem não lembra, o melhor Internacional da história foi feito em casa. Formando craques como Carpengianni. Importando apenas o fora de série: Figueroa! Porque craque chega pra resolver. O resto, a gente faz em casa mesmo. Parece elementar, meu caro Pernambuco. E é!