quarta-feira, 4 de junho de 2008

Opnião: Muito mais que um título em jogo

O Futebol Pernambucano vive hoje a expectativa de ter um de seus representantes bem próximo de uma conquista nacional, tendo ampla capacidade técnica de ratificar suas pretensões e comemorar mais um título expressivo. Nesse momento, onde a mentalidade do torcedor e a rivalidade dominante entre os times co-irmãos muitas vezes apontam para o desejo de insucesso, é preciso ter o real dimensionamento do que pode representar mais essa conquista (entre as poucas até agora contabilizadas), não só para o Estado, como também para a região. Acima das paixões clubísticas, ver o triunfo do Sport Club do Recife é saber que ainda é possível para nossos clubes sonhar alto, deixando de lado o papel de figurantes no cenário nacional. Nos últimos anos, o que podemos perceber foi o declínio de todas as forças regionais que uma a uma foram perdendo espaço, representatividade. O Bahia está longe de fazer sombra daquele time que em 1988 encantou o país e levantou a taça da competição nacional. O Vitória ainda se recupera das sucessivas bordoadas que passou nas Séries B e C, mas ainda longe de chegar ao brilho dos anos 90. O Ceará também esteve próximo ao momento que vive o Sport, mas isso há 17 anos. Fortaleza e América nunca conseguiram efetivamente se firmar como postulantes ao título das competições em que recentemente participaram. No cenário local, ainda não temos grandes expectativas de curto prazo. O Santa Cruz vem sofrendo com problemas internos e externos, que geram angústia demasiada entre os nossos torcedores. Já o Náutico curte um bom momento no Brasileirão, mas ainda precisa reconhecer suas limitações para buscar de fato alcançar algo mais. Certamente só poderemos ter uma verdadeira dimensão do poder de fogo Timbu ao final do 1º turno. Com tudo isso, Sport vencer reflete Pernambuco vencer, como também o Nordeste. Para os rivais, a motivação se traduz em também correr para igualar tais feitos e esse deve ser o pensamento dos vencedores. Não é a série de insucesso que um torcedor rival deve mirar, mas sim na capacidade de seus times superarem as marcas de seus adversários. Ser vitorioso, ser destacado e ter glórias para contar devem ser a tônica de uma torcida que vive bem consigo mesma. É justo a indiferença quanto aos triunfos de cada um de seus oponentes históricos, mas tenham a certeza de que essas conquistas servem para que se pense sempre em algo mais, que se pense grande. Sport é o orgulho de Pernambuco e o combustível que precisamos para crescer sempre. Que todos nossos clubes abracem essa idéia.

3 comentários:

MARCELO LEÃO disse...

UM PAÍS DE CAOLHOS!!

Um OLHO vê o portão do vestiário dos aflitos fechado.
O OUTRO OLHO é cego para enxergar o portal fechado em São Januário, que impediu o Sport Recife de aquecer no gramado, tendo que fazê-lo dentro de um vestiário com cheiro de cola de sapateiro e de tinta de parede.
Um OLHO arregala-se para ouvir a referência de caráter Wanderley Luxemburgo dizer que teve dificuldades para chegar à ilha, e que a comida de um Hotel 5 estrelas fez mal aos seus jogadores.
O OUTRO OLHO é cego para enxergar as imagens do ônibus do Sport Recife sendo apedrejado no mesmo São Januário.
Um OLHO vê a “truculência” da Polícia Pernambucana ao prender um indivíduo (igual a outro qualquer), após desrespeitar várias leis (gestos obscenos, agressão, etc.).
O OUTRO OLHO é cego para enxergar a mesma “truculência” quando no Morumbi um jogador argentino foi algemado e preso ainda no estádio.
Um OLHO assiste passivamente o presidente da federação carioca de futebol pedir para que não haja mais jogos de futebol em Pernambuco.
O OUTRO OLHO é cego para lembrar que o estádio de São Januário pertence a um clube filiado a esta mesma federação carioca.
Um OLHO se enche de brilho para falar e criticar os fogos de artifícios soltados por torcedores no Recife em frente a hotéis que hospedam delegações de clubes do sul.
O OUTRO OLHO é cego para enxergar as imagens dos foguetórios realizados em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro, sempre que partidas decisivas são realizadas lá.
Um OLHO se abre para criticar o Estado de Pernambuco, seus Estádios de Futebol (onde se diga nunca houve mortes por brigas de torcidas), e seus Clubes.
O OUTRO OLHO fica cego e não se lembra das mortes de torcedores em estádios do sudeste e do sul.
Um OLHO se abre de PRECONCEITO.
O OUTRO OLHO se fecha de VERGONHA.

Marcelo Brito Carneiro Leão

Jorge L. A. Pedroso disse...

Parabéns pelo comentário. Imparcialidade e equilíbrio. É disso que o Futebol de PE precisa pra crescer mais e mais.

Jorge Pedroso

288clandestino disse...

Náutico x Vasco (14/06): PORTÕES ABERTOS NO ARRUDA!

sou rubro-negro e vou lá ver