Antes de entrar na divisão de opiniões em favor de Sport ou Flamengo, faz-se necessário que voltemos 1 ano antes da confusão, em 1986, quando se realizou a Copa do Brasil que será o ponto de reflexão para toda questão que envolve a criação da Copa União, sua legalidade e a reflexão sobre os critérios técnicos adotados e que deu origem a grande polêmica que vez ou outra ainda é reativada, mesmo que na justiçã o assunto já tenha sido esgotado, com decisão favorárel ao Sport Club do Recife, represente do país na Libertadores de 1988, ao lado do Guarani.
A edição de 1986 da Copa Brasil era composta por 44 times divididos em 4 grupos de 11, mais outros 16 times que disputariam um torneio paralelo com direito a 4 vagas na segunda fase (clique na imagem ao lado para ampliar a classifiação da 1ª fase).
A regra de classificação previa 32 clubes na segunda fase, da seguinte maneira:
a) Os 6 primeiros de cada um dos 4 grupos de 11 (grupoas A, B, C e D);
b) Outros 4 times de melhor índice técnico entre os demais participantes dos grupos acima citados;
c) Os campeões de cada grupo do Torneio Paralelo (Grupos E, F, G, H).
Classificados para a segunda fase:
Grupo A: São Paulo, Inter-RS, Sport, Fluminense, Bangu e Ceará
Grupo B: Flamengo, Ponte Preta, Corinthians, Atlético-PR, Grêmio e América-RJ
Grupo C: Bahia, Guarani, Santos, Rio Branco-ES, Cruzeiro e Atlético-GO
Grupo D: Atlético-MG, Portuguesa, Vitória, Palmeiras, Nacional e CSA
2. Índice Técnico:
Joinville (10p, 4v, 14-17)
Botafogo (10p, 3v, 11-11)
Goiás (10p, 3v, 08-09)
Comercial (10p, 3v, 09-11)
3. Campeões do Torneio Paralelo:
Grupo E: Treze
Grupo F: Central
Grupo G: Internacional-SP
Grupo H: Criciúma
4. Polêmica e times biônicos
Um caso de doping de um jogador do Sergipe, no jogo contra o Joinville, deu a vaga do critério técnico aos catarinenses (que tinham empatado em 1x1 e recuperaram o ponto perdido), tirando o Vasco-RJ da etapa seguinte. Briga no tapetão. Não bastasse, a CBF decidiu eliminar a Portuguesa que entrou na Justiça Comum por conta de problemas com a venda de ingressos.
Com o protesto do Vasco, além da ameaça de outros times de SP, em solidariedade ao caso da Portuguesa, o jeito foi improvisar. Deu a vaga para o Vasco, esqueceu a punição contra a Portuguesa e ainda chamou outros 3 times por conta da interferência do Chefe da Casa Civil, Marcos Maciel, beneficiando os pernambucanos Náutico e Santa Cruz, além do Sobradinho.
4 times biônicos (Vasco, Náutico, Santa Cruz e Sobradinho), 1 perdoado (Portuguesa) e 36 times participantes na segunda fase, divididos em 4 grupos de 9.
Segunda fase e mata-mata
A CBF determinou que, dentro das regras da competição, os 7 primeiros colocados dos 4 grupos da segunda fase (I, J, K, L) iriam compor a 1º divisão de 1987.
Após os jogos, tendo cada um dos participantes disputado 16 partidas (jogos de ida e volta), dentro dos critérios pré-estabelecidos, estariam com vaga assegurada na 1ª divisão:
I: Palmeiras, São Paulo, Joinville, América-RJ, Santos, Bangu e Treze;
J: Guarani, Fluminense, Flamengo, Grêmio, Goiás, Santa Cruz e Atlético-GO
K: Cruzeiro, Portuguesa, Bahia, Inter-SP, Atlético-PR, Náutico e CSA;
L: Atlético-MG, Corinthians, Vasco, Criciúma, Inter-RS, Ceará e Rio Branco-ES
Entre esses, os 4 primeiros de cada chave (clique na figura e amplie a classificação da 2ª fase), estariam na 3ª fase da competição, que seria desenvolvida no sistema mata-mata até as finais.
As finais foram disputadas por São Paulo e Guarani, onde os tricolores levaram a melhor nos pênaltis e conquistaram o título da temporada;
Nas semifinais, ficaram o Atlético-MG e América.
Nas quartas-de-final, pararam o Bahia, Fluminense, Corithians e Cruzeiro.
Nas oitavas, aparecem na lista dos eliminados o Criciúma, Palmeiras, Portuguesa, Inter-SP, Flamengo, Joinville, Vasco e Grêmio.
Próximo capítulo...
Na sequência do levantamento, o Blog dos Números irá trazer a arrumação para os grupos de 1987, o que deveria ser feito e o que de fato aconteceu. Aguardem!!!!
Obs: Fonte de dados:
- Revista Placar;
- Revista Trivela
- RSSSF;
- Livro "Arquivo dos Campeonatos Brasileiros" (José Renato Sátiro).






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